baptism.
"as crónicas são tão ilusórias" batiam-me com chicotes. agarraram-me que nem correntes. prenderam-me contra paredes. a água escorreu-me pela cabeça, desceu o meu corpo, murmuravam palavras que desconhecia (conhecia lá eu palavras). introduziram-me ao povo que lá estava. era o meu baptismo. batiam-me com chicotes, faziam-me crer no incrível, deixaram as cicatrizes e hoje ainda creio no inexistente. creio no etéreo, na vida depois da morte, na entidade divina, deus supremo. caí no deísmo, caí na religião mais certa. mostraram-me a quem era deus. era o meu baptismo. agarraram-me que nem correntes, provaram-me o improvável, mistérios para além da natureza e agora tudo tem uma explicação, terrestre ou não. não sou estúpido, não caio em esparrelas simples, tudo o que dantes me tinham ensinado e culpado a deus, aprendi a culpar na ciência, excepto o inexplicável, há que dividir ciência e religião. aprendi o que ele fazia. era o meu baptismo. prenderam-me contra p...