de seis anéis na mão
(quando a armadura aprendeu a cantar) o faz de conta recontado, os mitos todos matizados... ó, eu não quero convencer-te: tenho os sonhos todos espalhados... luzes e reflexos nas ondas, e os anjos saem para brincar, mares de jóias em excesso! vi-me sangrado e a boiar, entre esplendor e progresso (da maré). os clarões de luz incidem, insistem, deixam-me atordoado (vêm de todo o lado). no meio de tanto néon a arder, rezo que a fama não me venha dissolver! vês um dragão requintado, nos seus pecados sofisticado, mas não mente, ele não morre na praia. é pai, mãe, filho, espírito solto, esta família é atraente pa' caralho, será que sobrevivias ao que passámos? cai e levanta, pronto para outra ronda: despenhámos, desempenhámos e ó, se ousámos... eu acho que é hora, senta-te lá e sê humilde: nem tudo o que reluz precisa que se valide, e se não consegues ser bom, sê melhor no que fazes. ó, não quero rosas às dúzias, não quero manjares novos e esquisitos, não quero passeio...