beladona de Láquesis
estou a viver em tempo extra um décimo-terceiro esforço para uma vigésima-quinta hora. enquanto a tensão cresce e a lua corrompe o caos que se vê e o caos que se é talvez se confundam, na ária de um pianista sem nome, num poema pintado em nuvens, nas badaladas das beladonas... (que sempre houve anestesia na alquimia) hora obscura, talvez já diurna e amar corta como uma lâminas de pétalas a perder o tempo em levitação e delírio... será que devia pegar fogo a tudo — a fama, a fortuna e que mais! — contigo ver tudo arder, e começar de novo? é que até a gente boa sangra... mas há uma luz, no meio de tantas, uma, e uma pista de dança sobre que olho, ambas me contam algo que se passou: do fogo no nosso chão, da devassidão da minha devoção, para que o mesmo conto se repita e onde está o nosso olhar estrelado? onde acaba a glória e começa o sonho.