Devolvo o teu Corpo.

O Céu é o meu Filho; Apadrinhado pelo Suicídio; a Opulência é o Fim.

 Admito e peço remissão de toda a minha culpa: de atirar o teu coração como isco e rezar pelo mais brutal dos tubarões. Agora aconchego os teus restos no rebentar das ondas, para que a minha futura campa te engula primeiro.

 Corpos de borracha friccionam e a electricidade brota como uma chama que não vai desmaiar. Mas as faíscas cegas obcecam os voyeurs distantes que não compreendem: os seus maiores e melhores desejos foram frustrados pela minha salvação.

 Entre este vago e vazio espaço, encontrei a luz no fundo do túnel... ou melhor, encontrei um túnel de luz própria: como a que as estrelas que me compraram não tinham.

 Gelo no meu corpo eléctrico.



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