e se um dia o virtual desabar sobre nós?
Abracei-me.
na fuga à realidade existo no refúgio do mundo mantenho-me no meu escuro para lá da Utopia melhor esconderijo que o Olimpo desdenhado por Miguel Ângelo escarlates borboletas invernais defendo-me dos monstros e ursos armados e subnutridos senti o frio do sarcasmo a solidão do niilismo o mundo era meu para comer para lhe tirar as regras e sem medidas as réguas peguei em mim e fugi para a natureza do gelo lá ao fundo da avenida o parque central pistolas e esqueletos sinos e casamentos no corredor e o desgoverno de uma cabra braguilha desapertada saídos do escuro dois corpos perfuram a noite alvos de conjecturas as mãos dasenlaçam-se eu sei a verdade já me bastam as merdas não sou uma desilusão vivo para vos devolver ao chão o caos morreu até no divórcio arruinei a minha própria vida é isto o que me sobra não sou parte da normalidade abracei-me no cantinho do imaginário não sou quem te influencia abracei-me na insegurança do memorando murmúrios s...
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