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A mostrar mensagens de maio, 2026

a admiração pela honestidade

As imagens na minha retina passam  mais depressa  do que se fixam!  Mais uma volta  e pode ser que fique eterno! Queria estudar a honestidade através de um olhar selvagem, mas a estranheza das asas persiste em erguer-se! Há uma alquimia secreta, obscura e delicada, onde a mente do artista se faz labirinto e as almas perdidas ensaiam felicidade e ferida. Como um poema dito por um velho bandido, Escutas as palavras que sempre te prometeram! Num timbre assombrado (já te sentes perdido) Está na hora de lançares o  feitiço da noite! Se a fantasia pudesse inventar um amigo, a paleta dos vossos sonhos incendiaria o mundo, para além do universo (esqueçam o seu fim). A vida só se cumpre arte num lugar terminal, onde o paliativo é lugar sem promessa, onde a natureza cavalga sem rei nem tribunal. Oh! Fantasmas da pista de dança, venham a mim —  cantem-me a melodia das minhas vergonhas! Engasga-te na tua própria fama, até te livrares da lama, senta-te na fila da frente...

vida boémia

[título alternativo: Uma crucifixão é como ver de cima] Para quê ter uma voz,  se já ouço vozes? Atrozes, velozes,  a fugir por ensaiadas poses? Osmoses de egos sem posses,  credores morais, cobranças banais,  prostituições intelectuais. Eu admito, sou um bocado solitário, tive de crescer criativo,  para não parecer ainda mais perdido. A minha mãe ensinou-me a não falar com estranhos, agora o estranho sou eu e ninguém me fala. Passei demasiado tempo a cultivar mística, (farmar aura na rotina banal) E posso não ser um bom exemplo: não singrei, fiz-me feliz, o que eu digo não se escreve, e o que eu escrevo não se diz e tirando este verso,  os outros todos são as mentiras que eu quis. Mas só vejo um tipo de pessoas imitar-me (estou a ver-te, sim) e se ninguém aqui me dá, eu tiro (instinto, impulso, estilo) vou ser vilão por umas horas, para ver quem vos salva desse delírio! Se não te vês no futuro  ( mutatis mutandis,  trocado por miúdos) és descartá...