a admiração pela honestidade

As imagens na minha retina passam 

mais depressa do que se fixam! 

Mais uma volta e pode ser que fique eterno!


Queria estudar a honestidade através de um olhar selvagem,

mas a estranheza das asas persiste em erguer-se!

Há uma alquimia secreta, obscura e delicada,

onde a mente do artista se faz labirinto

e as almas perdidas ensaiam felicidade e ferida.


Como um poema dito por um velho bandido,

Escutas as palavras que sempre te prometeram!

Num timbre assombrado (já te sentes perdido)

Está na hora de lançares o feitiço da noite!


Se a fantasia pudesse inventar um amigo,

a paleta dos vossos sonhos incendiaria o mundo,

para além do universo (esqueçam o seu fim).

A vida só se cumpre arte num lugar terminal,

onde o paliativo é promessa sem lugar,

onde a natureza cavalga sem rei nem tribunal.


Oh! Fantasmas da pista de dança, venham a mim — 

cantem-me a melodia das minhas vergonhas!

Engasga-te na tua própria fama, até te livrares da lama,

senta-te na fila da frente, olha tanto quanto sonhas!


Admirados com os que ainda acreditam no ofício,

o suspiro apressa-se — para fingir que somos livres!

E como as crianças aprendem o riso sem culpa,

assim vos amo, na mais simples das vertigens.

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