that kind of love is just like that, it shows us the way to real emotions, but real feelings are ours only, no one copies them, no one takes them away, no one divides them with us... for each individual has its own personality. love changes, love kills, love is just like everything else in life that's good... it has a bad side. it has monsters that rise from it, love is another dellusion the human being lives looking forward to and, when found, it's not the real deal, it's just a one night stand, a one month stand, a one year stand or a one life stand. it is never eternal. it can be bought, just like any accessory. love is like my latest shades, now I have them, everyone wants them. now I own my own creativeness, I can love myself and no one else, I can buy love with cigarettes, coffee or even money and own it. love is nothing like the illusion the human being looked forward five centuries ago. when you say there's no love lost... all love is lost... at a 5% sales.
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Abracei-me.
na fuga à realidade existo no refúgio do mundo mantenho-me no meu escuro para lá da Utopia melhor esconderijo que o Olimpo desdenhado por Miguel Ângelo escarlates borboletas invernais defendo-me dos monstros e ursos armados e subnutridos senti o frio do sarcasmo a solidão do niilismo o mundo era meu para comer para lhe tirar as regras e sem medidas as réguas peguei em mim e fugi para a natureza do gelo lá ao fundo da avenida o parque central pistolas e esqueletos sinos e casamentos no corredor e o desgoverno de uma cabra braguilha desapertada saídos do escuro dois corpos perfuram a noite alvos de conjecturas as mãos dasenlaçam-se eu sei a verdade já me bastam as merdas não sou uma desilusão vivo para vos devolver ao chão o caos morreu até no divórcio arruinei a minha própria vida é isto o que me sobra não sou parte da normalidade abracei-me no cantinho do imaginário não sou quem te influencia abracei-me na insegurança do memorando murmúrios s...
uma lição perdida de um mestre perdido
Quando o meu Mestre me perguntou como tinha corrido a viagem, eu disse-lhe que julgava ter encontrado a razão da minha existência. — Creio entender agora como cada pessoa atravessa a vida convencida da sua própria virtude. Como se tivessem sido escolhidas para redimir o mundo através de uma luz permanente e fixa. Mas a luz, se se fixa, não passa de uma fachada. Dentro de cada coração há sombra e muitas vezes aquilo a que chamamos virtude não passa de uma farsa bem iluminada. Se saber disto é a minha maldição, aceito-a de bom grado. O Mestre escutou-me e disse que eu devia ter confrontado muita escuridão, para falar com tanta certeza. Ousei, então, formular a minha teoria: — Aqueles que ambicionam um poder de forma desmesurada roubam-no aos que o têm e convencem-se de que o merecem. É assim que começam a sujar-se. Acreditam naquilo em que pretendem acreditar. Inventam razões fúteis para justificar as suas acções. Repetem as mesmas desculpas até que se confundam com a sua verdade. E...
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