é-me destinado o Inferno por perdoar o imperdoável uma grande tensão na conversa porque é que são todos rudes? e desculpem-me quando digo que tudo tem a ver com lençóis e vinho vive para o que dizes ser torna-te o teu próprio Deus se vives só... ninguém o sabe.
ó sonhos virtuosos, acordes desesperados, formas disformes, frascos endiabrados, quimeras da fronteira entre a magia e a ficção, voltai: quererei fixar-vos um dia? será que este meu coração à vossa superstição se renderia? ó carnaval mirabolante, de sorrisos e de pouco siso, envolve-me, como dantes, nesse vosso triunfo: eis-me, sou vosso (gritem por mim, anjos, como se estivessem a morrer). e tu, ó canto que encantas a multidão, com a melodia que escolheres, com o timbre que quiseres, electrifica o desplante, surpreende, radiante: podes ser remédio, veneno e droga, a partir de atlas e herbários para findar rituais. segue, pela urbe, o tropel dos desejos, enquanto desvanece o chão, não se espanta; emana subtis verões juvenis e até os dragões mais lúcidos abrandam. ei-la! ó boémia de outrora, dos que se comoveram em horas de ouro, no enlanguescer do fim de um dia, em que todos aparecem despidos e gloriosos (horas de ouro… como escoaram). o amor e o aplauso são como chicotadas,...
É ela, a puta que tu não queres conhecer! Ela vem aí, vai-te arrancar a cara, Vai-te possuir o coração, Fazer-te lembrar o que mais queres esquecer, Passar o teu mundo a obra de ficção. Ela vem aí. Ela vem aí. Não sentes o esfriar do ar? Não sentes os órgãos a tocar? Ela vem aí, a puta que não queres conhecer! Perdoa-a, ó Maria Madalena, porque ela não sabe o que faz! Ela vem aí, SOCORRO! Está sedenta do sangue com que vais regar o seu coração! Vai cortar a respiração, sugar-te o ar de cada pulmão! Avé Maria, Santa Maria, Avé Maria, Santa Maria, Sinal da cruz, livra-me do demónio que o sangue seduz. É a puta que não quero ver, É o seu nome sete vezes a um espelho (tal a sua santidade). E cospe sangue, e nada em sangue, e o seu nome é sangue. Fruto do mais promíscuo desejo do vampiro é uma fonte da juventude. Vou chorar sangue, vomitar sangue e o meu cérebro já sangra! Ela vem aí, ela vem aí, a puta que não quero ver! Perdoa-a, ó Santa Puta, porque ela não sabe ...
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