acordar a meia distância da queda de um sonho.

sob as nuvens de pirilampos eléctricos, a toca do coelho
e o caminho dourado treme no atraso do eco da caveira
"mais que tirar filhos a um pai, cortaram-mos, Salomão".
o céu inocente e irónico, está lá sempre para nos esperar
sem a malícia da floresta que engole, olhar para cima é esperar.
não há mais nenhuma sonata a tocar neste cravo
que vos entrego em soneto depois de vos dizer o que não são.

e sim, era o que merecia, o que não queria ou desejava
mas a roda gira, colhe e traz ao calhas o receio do presente.



(De um díptico aos meus primeiros alunos)

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