Submergir.

Os teus segredos recordam-me de remos
com que tranquilamente nadei
Na morte eu afundava, sentia-me a afogar.
Um último impulso, mergulho profundo,
abaixo mantinham-se os esqueletos negros
e profundo um fogo por desenterrar.

Esse medo, um testamento, um motim,
testemunho de julgamento e contestação,
transmite-se debaixo de água,
uma enguia de cabelos vermelhos.
No fundo as lágrimas afogam-se,
durante a vida eu só aprendi:
a amizade é como uma pá,
podemos construir castelos na areia
ou enterrar um corpo morto.

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