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A mostrar mensagens de Dezembro, 2014

rant #diamonds

esta cabra não pode assertivar, só podes estar a delirar. não dá jeito ignorar quando as plantas que deixámos de regar se tornaram daninhas e nos estão a tentar matar. todas estas cabras inferiores, acabei de lhes pintar os interiores. quando entrei para o jogo e o viciei, eu matei, esquartejei, amei e vomitei, para ter o que tive e manter o que não mantive, para ter como recompensa um mandato de busca quase da imprensa? impensável é atirar diamantes ao ar porque o que é família e o que são amigos, e o que é autêntico quando precisamos do material para ser o si mesmo numa outra máscara que mantemos para nos matarmos ao longo de todo o ano. fechamos os olhos para não vermos, cravamos diamantes nos olhos para ver desfocado. bebemos demasiado ouro líquido e temperámos o jantar com o suor dos corações. se realmente sentíssemos a onda atirávamos as nossas bebedeiras ao ar e deixávamos amar, e não criticar nem blasfemar. usar caras vazias, rosto cinzento inexpressivo para simular o superior…

xadrez.

ainda não te disse: o mais difícil é aceitar que é tudo assim tão simples. o jogo é viciado. preto de um lado e branco do outro, o jogo está viciado. separa o que tens no corpo por tons de negro e tens um exército de peões em teu prol. o jogo está viciado desde. cesura a tua própria sociedade e tens a utopia missionada pelos teus bispos, no alto das tuas torres. o jogo estará viciado. escalona cada volta em que o ponteiro prefere o vazio à tinta das horas e os cavalos não vão engolir o teu tempo. o jogo está viciado enquanto. há demasiado tempo que prefaciámos a nossa vida para a postergar. o jogo está viciado para. há demasiado que destrinçamos cinzentos para os unir ou separar sem tocar. e o jogo continua viciado.

os vilãos nunca ganham.

agora, medo e nojo.

sonhei que um rato encheu de estrelas um chapéu. e uma maldição recaiu sobre o céu e quebrou os vitrais lunares da noite. medo e delírio no céu, as nuvens reflectiam o que sentíamos mas agora reflectem-se a si mesmas. são egolatras como eu. a nostalgia pode comprar as estrelas que quiser e quem não tem que vá adquirir. a praxis só vem radicar a theoria: phantasmas do passado são duplamente enganadores = ilusões + obsolescência. não conhecemos paraísos, apenas desolações. de facto, nem a nós, um ao outro, nos conhecemos. nada muda o que fomos enquanto ficávamos às escuras e nem um sorriso forçámos. é quem fomos, é quem fomos, medo e delírio no céu.