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thirteen.

e quem tem amnésia, deixem-me lembrar-vos que as palavras sérias são inesquecíveis, que cada sílaba dita não é passível de ser retirada.

i.
medos e alegrias me vieram. ainda alguma vergonha de mim mesmo, custa-me saber que a aceitação nem sempre terá sido o meu dom. quem é que nunca tentou escrever uma história com personagens irreais sobre o que realmente se passava na sua vida? as ervas daninhas eram as personagens que por muito arrancasse... voltavam sempre. e apesar das ervas daninhas terem sido em grande parte expelidas, houve ciúme.
todo o ódio tem o seu quê de gosto.

vi-me a criticar o que mais amo, aquilo que outros conseguiram apesar da falta de qualidade - a literatura pop. referi-me a Margarida Rebelo Pinto que apaixonou jovens sem dizer nada nas suas entrelíneas, estudou-os, com certeza e conseguiu fazer o que queria... sem muita qualidade.
a cultura pop nunca será deixada de parte.

continuava perseguido pelo passado, sorvia cafés a olhar para quem amara. comecei a desenvolver…

baptism.

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"as crónicas são tão ilusórias"

batiam-me com chicotes. agarraram-me que nem correntes. prenderam-me contra paredes.
a água escorreu-me pela cabeça, desceu o meu corpo, murmuravam palavras que desconhecia (conhecia lá eu palavras).
introduziram-me ao povo que lá estava.
era o meu baptismo.


batiam-me com chicotes, faziam-me crer no incrível, deixaram as cicatrizes e hoje ainda creio no inexistente.
creio no etéreo, na vida depois da morte, na entidade divina, deus supremo. caí no deísmo, caí na religião mais certa.
mostraram-me a quem era deus.
era o meu baptismo.


agarraram-me que nem correntes, provaram-me o improvável, mistérios para além da natureza e agora tudo tem uma explicação, terrestre ou não.
não sou estúpido, não caio em esparrelas simples, tudo o que dantes me tinham ensinado e culpado a deus, aprendi a culpar na ciência, excepto o inexplicável, há que dividir ciência e religião.
aprendi o que ele fazia.
era o meu baptismo.


prenderam-me contra paredes, mostraram-m…

poor fame.

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idolatro o Amor, a Arte e a Fama.
(há um misticismo nas palavras com o mesmo número de letras, elas vão umas com as outras, funcionam.)

"um dia fiquei obcecado pela Fama e pensei para mim mesmo, o que é que podes fazer para teres o que queres? e escrevi num papel... e gostei do que escrevi."




ponho em tudo um bocado de mim
coração e alma tocam com os dedos
coração e alma falam pelo corpo
penso demasiado - culpas da Vida
amor pelo pensamento - arte - fama.

mas a fama é a minha mas não a possuo.
a minha fama é daqueles que ma manejam,
aqueles que falam, faça ou não, escreva ou não,
já que tudo o que faço é arte,
o que não faço também será

detentores da minha Fama,
destinatários de cada texto
nunca conhecerão o Amor verdadeiro
pois o único Amor é pela Arte
e a Arte é tudo o que negam.

bonito e feio, assim chamam às coisas
críticas de tudo o que é diferente,
(seriam eles os mais diferentes)
amizades reais são uniões de ódio...
é sobre eles que eu escrevo.

entram eles nas mortalhas…

demise. / vain.

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(ou até "Ode ao Ódio.")
"quando enterrei cadáveres, desenterrei corações."

pesadelos dos caixões no subsolo, senti-me mal.
e sabes que mais me fez sentir mal? ...
o mundo não sou eu, não é ninguém.
é difícil crer que pessoas são mundos, pessoas são pessoas.
e até gostei de pessoas, muitas, algumas, poucas, nenhumas.
e então? então as pessoas mudam.
muitas odiei, algumas odiei, poucas odiei, nenhuma odiei.

o ódio é um sentimento tão horrível, tão inspirador.
assim, as pessoas são inspiradas por sentimentos fortes,
maravilham-se, amam, odeiam, sentem pena, ...
seja, qualquer sentimento pode ser forte.

a minha vaidade é forte, e eu gosto dela assim, não gosto?
só por si, não preciso de mais. AMO A MINHA VAIDADE.
e seria por isso que a escrevo, toco ou desenho,
é por isso que preciso.

pessoas sem sentimentos fortes, sem reais emoções,
com vagas ausências de sentimentos ou... até falsos sentimentos,
nunca amarão, nunca criarão arte.

claro que isto poderia inspirar...
para…

innocent.

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"Eu não consigo viver sem ti! Não consigo sequer respirar... pfft claro AHAHAHAH"


isto sou eu a livrar-me de regras, a deixar os jogos serem jogados como as pessoas querem mas a mudar por completo os peões do meu.

mas és tão inocente, sempre nunca sofreste de culpa. nunca fizeste nada, nunca te mexeste na vida, nunca empurraste uma coisa que fosse, nunca te mexeste de preguiça. ou será?

o que me veio à cabeça, as vontades que me deram. vingança, sempre me correu pelas veias. mas pensei... que vingança? ciúme é uma palavra feia mas tu não te pareces importar. o ódio já me encheu o sangue vezes demais e não precisava disso mais vezes, há drogas mais fortes, o lítio é melhor, seja o que for. não valia a pena, nunca valeste a etimologia, nunca valeste a pena.

mas diz o que quiseres, mete-me uma etiqueta na testa e chama-me isso, achas que não to fiz já?

insegurança é um tema que quero abordar, o aceitar de dogmas como verdades absolutas, o questionar isto e aquilo porque apresent…

passion. / sanctuary.

a humanidade é a única coisa que nunca quis aceitar, é a única coisa que me resta.

da saudade à paixão tudo me corre, tudo me é sangue, tudo sou eu.

o coração parece ter ressuscitado, desenterrou-se e voltou para o lugar certo.

uma pessoa. tão só uma pessoa;

um sentimento, só, só um sentimento;

uma nova realidade.

eu não estou louco, eu não estou louco, eu não não estou louco.

feelings reborn.

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"you're giving me too many things lately"



tudo começa, algumas coisas mais cedo outras mais tarde.

algures no meio dos verões as reminiscências perdem-se,

ignorâncias devidas às rotinas taciturnas, repetitivas, bruscas.

nascem novos pecados que nos atraem mais que os antigos.

os sentimentos renascem dos sonos dos outros. nós são dados.

todos esperamos, esperamos o nosso acordar, o nosso renascer pelo sono.

e não tivesse eu dormido o suficiente e isto seria inexpressivo, indecifrável, nulo.

"o que eu quiser" sempre me pareceu algo demasiado egocêntrico,

agora temos o que queremos.



"midnight at the glamour show on a sunday night"

prologue.

"deixem-me começar!"

a história das pessoas é repetitiva e minuciosamente cuidada por fios e fios de destinos que se entre-cruzam. representam pessoas e pessoas, uns e outros, aqueles e estes. nada faz sentido porque tudo tem nós dados involuntariamente pelos Deuses. uns são pretos, outros brancos - racismo nulo, é um conceito de Bem e Mal.

 certo dia cruzou-me a linha com outra de alguém sobre qual pessoa não podia ter nada mais a dizer. era vil. não havia palavra outra, os feitos transcendiam as filosofias. mortas frias mentiras.

nada é meu, nada é de um conjunto mas é a melhor maneira assombrada de começar um livro obscuro, é sobre alguém vil, despontar das energias negativas que não tenciono transmitir, presas estarão nisto, para sempre soltas mas presas.

é o pop actual refeito e transformado em coisas negras já antes transmitidas, tristes mas catárticas. constatações do óbvio menos óbvio por mim feitas.

"tudo o que alguma vez serás é vil e falso e patético e só na v…

fear. / horror.

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"before the story begins, is it such a sin, for me to take what's mine untill the end of time?"

decidi voltar à cena do crime e vi o morto tal como o deixei.
"why did I ignore you? why didn't I bury you? why did I stab you those 50 fucking times? why did I drown you and why do I feel the evil going through my blood? why the hell did I write 'I HAD TO' in the wall?"


o único medo que tenho é de mim, o que me apetece fazer e o que faço, a minha indistinção entre o que quero e o que preciso. as mortes que causaria se pudesse dão-me pavor durante a noite. és um medo / um terror. é um pedido de socorro, tirem-me da caixa onde me meteram, de onde não saio, onde crio teorias sobre o que existe e o que não existe, onde a sanidade se torna insânia.

pego no aniquilado e corto-lhe no peito a palavra "LIAR". abro-lhe a mão direita e escrevo "WRONG" em letras escarlate que lhe vão da palma à costa da mão. fecho-lhe a mão esquerda e espeto-lhe a…

vanity.

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"don't be scared."

dei por mim envolvido já, nunca negado,
em reminiscências inexistentes, miragens oníricas
desejos de mais e mais.

senti nostalgia no prazer,
algo remoto contudo no meu corpo
senti a minha ignorância queimar-me
e nas chamas ser consumida
acima de tudo senti-me rendido às evidências
ao que ignoro e não devia,
a sentidos em mim despertos,
outrora meio acordados, meio mortos, num impasse,
chegava a desconhecer a sua existência
e agora são irrevogáveis.

procurei o melhor para dizer num pouco
perdi o contacto em tão só duas falas.
"je ne sais pas," "o que a gente quiser,"
o facto é que não sei, não está em mim o conhecimento,
não em que tornar o que quer que seja "isto."

e isto é tudo culpa dos monstros, desde então mo apeteceu,
não sei porque não o fiz mais cedo...

acho que me viciei e perdi algumas virtudes.

venom.

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se um dia eu for tóxico, decidir falar o real,  criticar ébrios e promíscuos,  pobres, ricos, podres e vitórias,  vomitar acima de tudo o que é estranho e decidir voltar às origens,  aos dias em que nem sabia o que escrevia ... então, cortem-me os dedos porque tenho ideais fixos


"a felicidade atingiu-nos como que um comboio numa linha de ferro"

disturbia.

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"am I haunting you tonight?"




“Porque é que me sinto assim?” davam por si a meio das tardes, sempre por volta das mesmas horas a questionar-se com o mesmo. Ele deitado na cama a meio do quarto e ela, por outro lado, rodando de uma forma lenta e fóbica na cadeira. O quarto sim, envelhecia todas as tardes, teias de aranha penduradas, pó acumulado, pó no ar.

“É como se a sombra fosse luz” disse ele, esquecendo-se de já se ter esquecido o que era a luz. Ela continuava a rodopiar na cadeira, não o ignorou mas respondeu-lhe de outra loucura:

“Consegues pendurar-te de cabeça para baixo apoiando-te no chão?”

E permaneceram os dois calados olhando para o infinito à sua frente, nenhum olhava o outro e nenhum dizia nada por momentos quase semi-eternos.

Ela levantou-se, aproximou-se do piano velho que tinha pertencido aos seus avós e passou a mão pelas teclas criando um som que piorou o ambiente negro do quarto.

Havia dias em que ele prendia as próprias mãos com uma corda que estava no chão…

back to december.

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"make a wish"
"why?"
"it'll come true when you kiss the one you love under the mistletoe"
"do you love me?"
"do you?"
...





temos tendência a pensar que precisamos de ser outras pessoas para o mundo rodar como queremos.
se fossemos outra pessoa não seríamos a mesma e o mundo já não giraria como dantes o desejávamos.

talvez sejam meras filosofias do desejo ou apenas um sonho anti-metafísico... o que fiz justifica os corações partidos de todas as almas caídas - isto sou eu a engolir o meu orgulho, merecer inferno, abrir os olhos e ver uma floresta de espinhos e andar à chuva, desamparado, desfeito de motivos, doente.

e os ícones sem significado que preenchem a casa, serão efémeros (que nem cliché), como tudo o é, e mais tarde guardados, como sempre foram para para o ano que vem voltarem a aparecer. complexa altura e tradição em que a religião se sobrepõe a tudo e unifica as pessoas.
mas se a minha religião fores tu e eu ainda não te tiv…

tension.

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é-me destinado o Inferno
por perdoar o imperdoável


uma grande tensão na conversa
porque é que são todos rudes?


e desculpem-me quando digo que tudo tem a ver com lençóis e vinho

vive para o que dizes ser
torna-te o teu próprio Deus


se vives só...
ninguém o sabe.

Trojan horse.

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E tudo foi mal feito,
dada a minha falta de
auto-controlo.

Corre... não, não corras:
não faças nada que sabes
que te pode prejudicar,
tal como tu não deves
atacar os que te são iguais,
tais são as leis do Teu deus.

Mas por quem te reges tu...
se não tu mesmo?
A que me dou ao trabalho,
se simplesmente te poderia
presentear um equivocante
Cavalo de Tróia?

Eu cá acho... se é que posso achar que te devo uma 3ª oportunidade
Mas porque digo que acho,
se não encontrei nada?
se nada não se encontra,
Visto que nada não é concreto?
E tendo dito isto... passa tudo

A ser concreto?

E todas as palavras repletas
de significados coerentes
podem não conter o mínimo.
Tal como as banalidades
que podem eventualmente
significar vidas.


family.

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"hey, kid, do I have you're attention? 
I know the way you've been living 
life so reckless, tragedy endless,
welcome to the family."

bem vindos à família, e desde já lamento o vosso atraso. lamento o tempo perdido em devaneios, na busca por um mundo que vos deificasse, quando tudo aqui sempre esteve aos vossos pés. agora não há mais que rezar, há que trabalhar, pagar a renda e comprar o pão nosso de cada dia. não lamentemos as perdas, festejemos os ganhos: toda a experiência vivida é única, irrepetível e desigual. agarremo-nos aos nossos heróis pela forma como quisemos ser como eles e falhámos numa primeira tentativa. porém, tudo continua e há muito mais a viver.

bem vindos ao crepúsculo, ao momento em que pensamos que já tudo acabou mas ainda estamos naquele limbo entre o dia e a noite, onde apesar do cansaço ainda há esperança, "mas dêem-nos descanso pois tudo perdemos". quem nos mandou? porque fizemos o que fizemos? porque não podemos voltar atrás? novament…

masquerade.

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"here's my formal invitation, you and me go masquerading."

bem vindos ao baile de máscaras, a entrada requer, precisamente, o uso de uma. deixemos os medos de fora, escondamo-nos por detrás de pedaços formados, máscaras de porcelana, invejemos Prospero e seu luxuoso castelo, chamo Poe para explicar porquê. deixemos a morte de fora, o luto e tudo o que é sinistro, pois este mundo é luminoso excepto na parte das danças apaixonadas. agarremo-nos aos nossos pares e dancemos a primeira música para depois pretendermos festejar com aqueles que entre-olhamos.

bem vindos ao nível 2, à busca bizarra pela aceitação que passa por vários enredos. bem vindos à fase em que os sonhos estão dentro de sonhos, bem vindos ao baile de máscaras em que nos juntamos ao desconhecido e fazemos alianças negras por reconhecimento e protecção. "costas quentes", diz-se, é o que se quer no início de uma vida de fama, fortuna e o que mais vier.

bem vindos a um sítio onde a nossa máscara deve …

jungle.

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"welcome to the jungle, we got fun and games"

bem vindos a uma nova loucura habitual, a um sítio onde tudo é desconhecido, onde vamos encontrar o que não conhecemos, o que desconhecemos e o que nem sonhamos vir a conhecer. bem vindos a uma redundância e a um ponto de interrogação, não se sabe se será mesmo uma redundância. tudo é insano num mundo louco.

bem vindos à selva que todos procuram, as luzes da ribalta focadas em cada um, as luzes da estrada e dos carros que passam por nós e as luzes das lanternas que procuram algo a baterem-nos nos olhos. o reconhecimento é feito aos poucos e poucos e a cada dia passageiro se recriam mais espaços mentais, tornando-nos uma representação espectral do que pensamos ser a fama.

bem vindos à incessante busca pela razão, ao mundo como as rosas o viram, onde todas as árvores foram cortadas por severas cutiladas, onde o chão é irregular, cheio de covas e nada mesmo faz o mínimo sentido. onde caía a chuva de Novembro e nos deram as bem vinda…

november rain.

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"I can see a love restrained"


abri o novo livro, entusiasmado. as primeiras páginas pareceram-me fáceis de ler, tão fáceis de viver, tão fáceis de reescrever. tudo tão branco - página, tinta e livro. mas a chuva levou isso. previamente avisado, abateu-se sobre mim um dilúvio, não mais asas me cobriam - apanhei com a chuva, despejada que nem baldes e baldes de água fria - tão ameaçados.

repetições, repetições, repetições, repetições, já nada fazia sentido nem explicado vezes sem conta. ilegalidades? também as consigo ter, fazer sentir. sempre me preparei para a vida como que para um teatro, sempre exercitei os meus papeis - mas isso é outra história próxima.

"até mesmo os anjos seguem seus perversos esquemas" 


para quê? de que me servem seus esquemas agora?
como ultrapassam a realidade e continuam na minha percepção?
porque são transversais e seguem apenas uma única linha simples?

o livro mudara subitamente, era agora velho, amarelado, tinta desgastada e páginas dobr…

scattered shrapnel.

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"play your game and walk away, your integrity don't mean shit."


já nada no mundo me espanta, já nada surpreende ninguém, tudo está dentro da compreensão humana. nada é tão inexplicável como a desilusão auto-proclamada. nada é como um espelho que não reflecte o existente para reflectir um mundo com menos dor. mas nada mesmo é como um espelho que não reflecte o sangue dos inocentes.

"keep on writting, you're just raping yourself. call my name don't stop breaking your soul."

nunca pensei que tudo fosse tão simples resumir o mundo: histórias contadas, memórias relembradas e verdades adulteradas. deixar de ser uma vítima para ser o primeiro a atirar uma pedra - ter noites de droga e brigas nos bares enquanto a metrópole rouba nas nossas portagens. imperfeições doentes arruínam as noites do cruel mundo, tornam tudo desnecessário e previsível.

"and don't tell me you know we're redestined."

quero que haja sempre uma história a contar, inventa-a,…

haunted.

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"passa-se tanta coisa"

não posso, nunca pude, nunca poderei. não é de nós controlar-nos, nem a nós nem aos outros. caem as lágrimas mas o coração fica no mesmo lugar. simples reflexões do que outrora foram pessoas e para mim já não o são perseguem-me, sou assombrado dia e noite por espectros dos que não morreram, esfriam-me, cortam-me, furam-me o corpo e, acima de tudo magoam. 
sou uma pessoa de muitas desculpas, pedi-as sempre que as senti necessárias e a cada dia pareço dever-te mais, meu anjo. parece que tudo é anti-eu, parece que tudo é devido a mim, consequências negativas na tua vida e o que faço eu? adoeço feito parvo, sem motivos, sem febres, sem curas. 
e que quero eu? 
e do que preciso? 
que merda é esta?
o que me toca e no que toco eu? 
que frio é este e quem me persegue?
porque não me proteges mais? 
porque é que já não me fazes sorrir? 
como me tem custado sorrir, como me tenho esforçado para tudo e nada se concretizar. como me tenho aguentado com o imprescindível apenas …

oathkeeper.

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mantive uma promessa.
nunca te protegi tanto como agora,
ao privar-te de mim, ao privar-me de ti.
a estranheza do mundo incute-se em mim

e em ti de certo modo mais

(é o que aparenta)
agora, sendo livre da tua cruz e tendo tudo,
o que esperei, rezei e pedi concretizado
agarro-me aos ícones e peço-lhes o antes
...

aquilo que sempre o foi e nunca o é
às suposições terceiras do que é amor/obsessão, aparte está
o único anjo que revela coração, alma e sangue disso
quem me deixa dormir, quem me deixas sonhar

quem me deixa escrever sem menosprezar...
todo o meu mundo poderiam ser as suas ilusões
as que tentou encobrir com desilusões primeiras
que provou serem mais que reais ao fim dos tempos.
existem céus roxos e nada me levaram.
há aceitar o mundo em que vivemos,
inclinar a cabeça e por momentos e adormecer,
ser acordado por um anjo santeiro
e obter os objectivos de todos os meus desejos.

all I need.

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"quando amas a morte, não há fuga possível"

eis a história dos vampiros, aqueles que mordem e se alimentam de sangue. que não brilham e se esforçam para simplesmente andar, quando parar carros seria impensável.
aqueles que apenas se envolvem com alguém para sua alimentação e "saúde", que tudo o que fazem leva a um fim sinistro e contra-natura. 
eis a história do vermelho, do preto e do prateado, dos caninos afiados e do sangue que existe, alimenta e deve ser mostrado às pessoas.
as histórias que Stoker inventara, sem motivos para serem deturpadas pelos modernismos. as obras de uma pureza tal que rapidamente foi esfaqueada e destruída.
tudo no mundo que muda mas a única coisa que se mantém são os clássicos fantásticos, infinitos e inalcansáveis, de uma pureza tal que nem as monstruosidades neles descritas são feias, tornam-se lindas pelo simbolismo tradicional que emanam.
eis as histórias que o mundo actual esconde por detrás de açúcar e outros condimentos que estragam a …

blooded.

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they can say whatever I'mma do whatever
no pain is forever

your blood is of a magical angel.
I shed mine, I weep my sorrow,
I cry my desperate, unfulfilled need of you, my angel
and that you'll share my blood someday.


so many wander on to their dellusions
they wish to be in your heaven,
though they were already buried
though alive, I want to feel your heaven on earth


psychotic, neurotic, bizarre visions
stressful, fearful, these unimaginable nightmares of you
now,... now I think I understand
how this world can overcome a man


you make me feel like monsters are real
and with their company I don't feel alone
you're just a little angel on your earthly heaven
I pray this blooded romance won't take my life

yep, you noticed.

lithium.

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 dia apressado na mente. medo da felicidade.

nunca dei a mim mesmo o prazer de dizer "está tudo perfeito" - nunca nada me chega e é essa a ambição que preciso para continuar.
"posso não ser perfeito mas sempre verdadeiro"
na embriaguez e na loucura passo por todas as fases, desde a felicidade à depressão e nunca me mantenho numa só.
"preciso desse tiro na veia, a minha mistura, o Brompton Cocktail"
nada é bastante e tudo é inalcançável. viver é estranho e morrer é raro.
"aquele que faz de si mesmo uma besta livra-se da dor de ser humano" Dr. Johnson
quem é que morreu e te tornou rei do que quer que seja? quem te dá a imaginação para se quer te pensares atrever a dizer-me como ser, pensar, sentir ou agir?
"quem se importa com a tua discordância? tu não és eu"
não sou eu que estou perdido, sem lado para onde me virar mas é-te difícil a constatação disso; pois passas o tempo a desenhar mapas com o meu nome escrito em maiúsculas.
"lamento d…

silent dream.

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fazes-me querer sentir-me a única última pessoa no mundo.


luzes de néon e roletas, cigarros e poker, bebida e slot machines, tudo o que torna o jogo da sorte um lugar, apenas um lugar onde se fazem apostas, se bebe e há sexo. não há filosofia alguma.

elas dançam e eles cantam e assobiam o rock e os solos das guitarras. o cheiro do ilícito está na atmosfera e estonteia quem o simplesmente inala.

os néctares são venenos para a mente, enlouquecem, e eu... eu deixei de ouvir. deixei de ouvir o que me dizem e deixei de ouvir o que digo. os actos tornam-se abstractas manifestações do que não sinto e dou por mim abraçado a toda a gente a dizer aquilo cuja certeza não existe mas assemelha-se a um ideal recôndito, é o que parece certo... sem explicações, sem nexo, é o que parece certo.

as memórias são o motor deste amor: reminiscências e semelhanças fazem-me gostar de quem gosto por causa de quem perdi... e não por causa de quem joguei fora, semelhanças a isso causar-me-iam aversão e nojo.

nada…

stained lies.

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did you ever feel like you're the only one alone and you have all attentions and then, just out of nowhere... 

strength of the world was on my shoulders what I awaited was all uncalled for

everything should be about little angels and all the safety they make me feel my little angels with their halos and their hearts cause they always made me feel hope.

my hope, the only evasion to this world alone

you made me feel like I was the only one in the world... the lost one on earth.
words unspoken, words unwritten, words uncalled for, my world is not your world though I seem to rely drastically on that disingenious ideal

black sky.

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o céu negro escurece com nuvens de chuva
tenho frio. não me quero constipar.
não há cobertores e estou nu...
na verdade, não há nada, só eu e mais nada.
não há-de haver só nada, há sempre mais...
simplesmente há, cada vez acredito mais no sobrenatural
na capacidade que as pessoas têm de fazer sentir

é possível e real, sou evidência.
não mais. há mais. há sempre mais. 
de certeza que há porque nunca houve.
há certezas? há, e dúvidas.
as pessoas são diferentes. estão diferentes.
as diferenças estragam. as diferenças melhoram.
o céu é o mesmo céu negro de todas as noites,
colorido pelas nuvens da chuva forte que escorre pelos vidros.
só queria estar bem. e estive. melhor até.
há medo, sempre houve, 
houve medo até estar feliz.
deixou de haver durante a felicidade.

tenho medo da obsessão e da persistência,

e quem sou eu para falar de persistência?

nunca nada do que quis agarrei.

irrevogável, insistente, ignorante existência.
vais chover na minha parada,

todos os santos dias se for preciso,
na minha, na dos …

let the rain.

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isto foi não mais que um sonho, mas tu? tu és o coração de tudo, és a única coisa a amar.
"está a começar a chover, vamos para dentro", disseste, interrompendo um longo beijo.

abracei-te "hoje transcendemos a natureza. o frio e a chuva são secundários" e olhei-te nos olhos. "és um anjo, estende as asas e cobre-nos", disse e exprimiste confusão. "promete-me que serás o último beijo dos meus lábios, promete-mo se eu morrer antes de acordar"

nos teus olhos vi medo, senti-o e sorri para ti... e então comecei a chorar de felicidade. "és um anjo... és a minha religião. és tudo o que tenho a amar ou adorar" e continuavas sem fala.

abraçaste-me com mais força e senti calor. como se incendiássemos a chuva... senti-me como uma vela, pingávamos cera que era a chuva e o teu calor e luz eram as tuas asas.
tu és o bem maior, não vou desistir de ti, juntos somos tudo e para nós, tudo o resto não é nada.

born this way.

"through the looking glass, so shiny and new, how quick the glamor fades" something is weird about your soul... it makes me pray for you to set me free, to leave me be, so I won't fall anymore into your gravity.


illusions disconnected our hearts... still, I admit that obcession for you is quite the something. your abcense fills my everyday and seeing you makes me regret trust I had upon others. sincerely, you've got the love I need to see me through...


night is unavoidable... and I admit that it was on purpose... knowing you will mind but I won't. maybe the usual drumming noise... but, well... talking to you is already impossible after so many failed attempts.


lies, lies, lies, like cookies, there were lies... thrown upon us, tearing our everything and cutting all our connection, there were our lies, their lies, everyone's lies.


and whose fault is it, our disconnection?
mine only because I was born this way.
ideals of fame, fortune and all became fears and fears mad…

drumming.

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"WHY?! YOU JUST WON'T LEAVE MY MIND!" 

I tremble when you show up and the world seems faster
everything happens at the speed of the drumming sound ...
you still change my world when I see you
and even though I yield the actual truths as swords
I go ahead of you to lose myself alone and again, and again...


there's a drumming noise inside my head and it starts when you're around all I know seems to echo and makes such an almighty sound loud as sirens, loud as bells, sweet as heavens, hot as hell nothing is what it looks like and I throw myself to the floor, with spasms epilepsy only stops when I sip the cup.

I run and run to the first hiding place I find,
"hide me", I yell but it's impossible to hear what I say with all the pressure.
why do people wait so much from me now?
why didn't they when they should? when things were easier...
I throw myself into the water and while I drown the noise won't stop.

"WAS THIS THE ONLY WAY?! I COULDN'T LET …