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A mostrar mensagens de Abril, 2011

Legitimidade.

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O que é que eu fiz?
O que é que eu fiz?
O que é que eu fiz?


O que é que eu fiz para não merecer o mundo. Porque é que, mesmo se eu afectar toda a gente que exista, me vai parecer que não chega, que a minha mensagem não passou. São nuvens no meu coração de medo, são nuvens do medo de não atingir a fama - se já tenho a má, quero torná-la boa.

E viro mesas e parto pratos e puxo as toalhas. E sujo o chão e rebolo nos estilhaços e magoo-me desnecessariamente.

Livro-me da integridade, vomito a alma aos media para conseguir que todos falem de mim e do que faço. Mas a que custo? Não é a integridade que se perde mas sim a mensagem - há uma ligação maior às pessoas pelo que fazem do que pelo que pensam. Se eu beijar os pés a quem mais me odeia metaforicamente, agradecendo-lhe pela inspiração que me deu; e depois aparecer nu numa entrevista expondo-me ao mundo como ele me fez, as pessoas vão falar do corpo e não do amor.

Eu disse a mim mesmo várias vezes: a tua mãe carregou o rei na barriga nove…

Desamor.

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Por vezes sinto que nada no mundo me vai saciar.
A fome da verdade, do amor e da fama.
Por vezes tenho vontade de gritar que me estou a lixar,
Quando na verdade, vivo um mero sonho.

Sinto que vou beijar as estrelas,
Que os cometas vão ter o meu nome,
Que cada vez que pedirem um shot,
É a mim que mo vão pagar.

Eu acho que não estou pronto,
A nossa mitose não permite tal nojo.
Tudo acontece sem avisar...
Mas cada erro é um deslize.

O futuro brilha, cliché da metáfora
A história vai reconhecer-me
Contrário daqueles que não me conhecem
Apesar de viver na sua presença.

Choro por dedicar o meu amor,
Escrever pelos seus defeitos,
Para os tornar mais que perfeitos,
E da minha obra terem pavor.

Luzes e sombras
Num mundo sem sol nem dia
Estou no meio do palco
E a luz inexistente é a minha única fã.

Bebida e dança com quem melhor conheço,
Ebriedade e cansaço com a sua sinceridade,
A minha arte foi roubada, sinto-me desnecessário,
Inspiro-me no seu desamor.

Glacial Lacrimal.

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Em nenhum lado deste mundo está escrito que temos o direito a odiar. Não o temos. É errado e é isso que deve ser odiado.

É isso que me congela as lágrimas.

Esta é a minha promessa, de lutar pelo amor e por todos em detrimento de qualquer forma expressa de ódio, seja ela implícita ou explícita. É esta a minha palavra, que o mundo um dia será melhor, e não serei só eu a dizê-la.

Professo a minha fé no mundo melhor - mando os flocos de neve que me caíram dos olhos ao mar e espero que limpem o sujo. Por muito ímpuras que sejam as minhas lágrimas de ódios passados, é delas que me quero livrar. Já chorei demais, já todos sentimos na pele - ninguém é santo, ninguém é o que faz de si. Todos merecemos o mesmo mundo em que vivemos e todos merecemos viver bem e amar nele.

A nossa fronteira não é o horizonte, a infinidade percorre o resto do universo, a ideia faz de nós o nosso maior sonho e a mente realiza-o enquanto dormimos.

Pelos que me magoaram espero, pelos que me adoram espero. Se me odei…

Ressurreição Cultural.

"Judas, entrega-me para salvação e remissão dos pecados dos homens"

O que foi feito nunca foi feito,
O que foi dito nunca aconteceu.
Provas e provas, crer não chega.

Conheço um Judas,
Um único que me traiu por crer,
Segui as regras do seu jogo,
Amei e nunca odiei,
Acabei por tudo perder.

Aqui fica o meu manifesto,
Que a Igreja é pior que o 3º Reich,
Ao menos esse tinha o engenho,
Esta já só tem a arte.

Matar e matar e matar,
Matar por amar,
Matar por não acreditar,
Como merecemos um Paraíso,
Se o Inferno nos puxa para alcançar?

E aqui fica o meu manifesto,
Que o meu objectivo é a vossa ressurreição,
Não é a minha nem a de Cristo,
Mas o vosso cérebro que tanto congelam.

Conheço os vampiros,
Sei porque paguei indulgências
(para pagar as suas vestes)
Sei porque contei os meus pecados
(para andarem na boca do mundo)
Sei porque rezei ao santo padre
(para ser mais pagão que um politeísta).

E este é o meu manifesto,
Vou transformar o meu sangue em vinho,
Alimentar-vos do meu corpo …

Inferno dos Santos. / Paraíso dos Pecadores.

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Apesar de todo o bem que tenho para vos dar, eu sei que o Inferno tem um trono pronto para mim. Porque após tudo em que acreditei e tudo o que passei, descobri as mentiras e expú-las.

Eu não sou santo, quanto muito pouco mais que um pecador. Ouvinte de histórias de traição, contos de prostituição, romances de Sodoma - textos espalhados e queimados como se fossem as maiores aberrações deste mundo! Como se os mais quentes, mais nojentos, mais horríveis poços do Inferno lhes fossem destinados - mas eu Santifico-os! Porque o merecem e não o são.

A Santa Puta, O Transviado e Babilónia, vomitados por deus, sangrados pelo demónio - ditadores de um país sem crença, com medo. Espalham boatos de palavras inexistentes, inventam o bonito que as pessoas gostam de ouvir "salvação, viver, eternidade", quem não deseja?

Vou viver com a Santa Puta no paraíso enquanto vocês atiram pedras aos que brilham.
Vou viver com o Transviado no céu enquanto nos tentam cortar as mãos.
Vou viver no cimo de…

win the night.

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We're completely fucked up but we're still damn perfect.

I walk through an empty dancefloor
A graveyard of dead dancers
I walk through the life of the unliving
And I realize how great is mine.

I fuck with the first I see,
I dance with the one next to me
I kiss the murderer I don't see,
The purple light lits my teeth.

Sex on the beach,
A realization of the captivation I've been through.
Sex on the dancefloor,
I can't masturbate anymore.

We're drying linen,
We're smoking grass and
We're drying our mouths with
Whine.

Can't sleep,
Can't smoke,
Take me from here,
My last hope.

I walk through the empty dancefloor
A graveyard of dead dancers,
I win the night of those who don't,
We're living, we can't die anymore.

O Reino.

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Deitem-me a baixo! Sou o vosso Rei sem Coroa!
Era uma vez um Reino. Neste Reino viviam-se histórias e contos, poemas e memórias. Todo o optimismo da arte, cada lágrima vertida através de um poema contribuia para a felicidade do povo. Cada pincelada nos quadros deste paraíso era o sorriso na cara das crianças.
O Rei escrevia o Reino à imagem e semelhança da utopia que tinha em mente. E a sua mente via e juntava todos os desejos dos seus súbditos. Ele governava em direcção ao futuro, ao bom futuro, pelo Bem Maior, pela felicidade do povo. Este Rei revolucionava com os seus métodos. O arrependimento era uma palavra desconhecida, a morte deixara de existir e as doenças duravam efémero e felizes segundos que aproximavam as pessoas à condição humana.
Mais que homens e mulheres, os súbditos eram Deuses e Deusas que lhe ordenavam o que fazer. Era um Rei Escravo, um artista por conseguir agradar a todos. Era um herói por trazer a felicidade às pessoas. E a tecnologia tinha desaparecido.

Acab…

Ligação Morte.

sinto-me sujo,
nem quem nem porquê.
não sou eu.
não estou em mim.

fujo do espelho partido,
é o ódio a mim mesmo
que macula o pensamento

quem eu sou é quem eu fui.
quem eu era não é quem sou.

correu rumor de feitos brutais por vir,
capacidade inimaginável e sobre-humana.
corroo-vos a vista através da mente,
lambem as minhas feridas com absinto na língua.

sei para lá do derradeiro leito,
o etéreo corre-me nas veias,
Plutão está à palma da minha mão.

o fogo é fumo às mãos do meu cigarro
vou revelar o revolver da alma,
esta é a pólvora, a Eureka de uma vida.

a minha crença é sabedoria geral
que um dia a todos o fado é igual
que amor e ódio, tanto nos faz
se só pó aqui jaz.

Grito.

A VIDA ACABA POR MORRER. SEMPRE.

De certo modo, todos vamos coexistir um dia, ao lado uns dos outros... se é física ou espiritualmente, não sei, mas sei que vamos. Asseguro-vos que só o presente deve importar, e vivê-lo parece mais difícil do que fazê-lo difícil.

A dificuldade vital é um entrave à simplicidade da existência.

Eu visto a liberdade como se fosse uma marca: roupa que os cegos não vêem, aqueles que não querem ver.

E grito "foda-se, há catástrofes piores no mundo, fazem de alguém vivo sete tsunamis!"
E grito "foda-se, o mundo não vive com ideologias assassinas!"

É a vossa cegueira, a cegueira do ódio. O ódio que o cego tem por aquele que vê a luz da liberdade e a segue sem muletas! Quem me dera que todos fossemos cegos e pudéssemos ver esta luz.

Pisamos sangue derramado como se fosse cabelo cortado. Pisamos pó de cadáveres que morreram por nós.
E quem lutou pela liberdade morreu por objectivos que os sobreviventes não querem ver cumpridos!

E grito "…

Génese.

"O Príncipe que já passou deixou o meu legado por fazer"

Histórias de guerra e ódio,
Tristeza, ardor e dor.
Desejar ainda não é viver.

Vou matar o ódio. Deixar a alma arder.
Viver os meus medos, obliterar falsos anjos.
Fim da esperança: vou fazer gelo derreter fogo!

Destruir este mundo onde amar é objecto e odiar é viver.

Escapar à feia realidade:
enterrar o que não quero recordar.

Vou destruir todos os erros:
como a bolha de sabão que rebenta,
como o fumo do cigarro que dissipo.

Cada erro uma imperfeição a apagar,
um mundo regido sem reis.

Lei atrás de lei por cumprir,
viver a anarquia do desejo inocente de amar.
Vou espalhar o meu amor à vida
(purificar a mente dos cépticos)
Vou ser Rei de um povo sem deus.

Vou tirar-vos do pesadelo da antiguidade.

Deus da religião sem cruz,
Rei da vida sem morte,
quero que seja escrito o que digo:
O Silmarillion da minha religião.

A minha visão
toda uma exuberância de pecados santificados,
uma nova vaidade por praticar o que não é proibid…

fatalismo do cigarro.

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sujo o céu limpo com gasoso veneno.

um cigarro
fumei um cigarro
o fatal cigarro do destino

dever ou direito
viver ou morrer
aqui tens a questão

cada vício é tóxico
cada tudo é pouco
dou um bafo
morro por dentro
dou mais outro
a mim basta

fumo da infinidade
fumar traz felicidade
regra por cumprir
nervo de desobedecer

mas fumo porque quero
porque preciso
porque adoro

porque a alma em si não é real
e o que desvanece deixa de existir
e eu estou vivo
e vou continuar
e vou ficar

é o fatalismo do cigarro
o fumo é tão eterno quanto tudo
mas de mim vão-se lembrar

nasci do fumo
saí de um cigarro
desapareço como tudo

o destino não é fumar
é desaparecer

é um místico no fumo
a magia que não existe
o dissipar de um corpo no ar

um jogo de papel
este revolver
deita fumo
em vez de balas
este revolver bilateral
que atira pela culatra

a minha alma suja o céu
desvanece com o sujo fumo
um sopro pela verdade
o amor também se dissipa

e assim vou. e assim voou.

Quem Sou.

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“Ninguém deseja o meu trono.”

Agora já me conheces, depois de me cuspires na testa e apagares cigarros nesse mesmo cuspo.
Agora já sou interessante, depois do teu ódio ter escrito a minha vida por mim. depois de me apertares o coração, depois de rebentar a cada vergonha porque passei. Cada vergonha de mim mesmo, cada vergonha de simplesmente existir!
“Não quero que ele brinque comigo!”, “não vai jogar aos meus videojogos!”, “vamos embora, não gosto dele!”, “nem o quero nas festas a que vou”, “não vou brindar com este anormal!”, “aquele nariz é uma picareta!”, “aquela barba parece um esfregão de arame”, “aquele pescoço de girafa!”.Mas quem era eu para refutar o que diziam de mim? Se vocês sabiam mais sobre a minha vida do que eu que, simplesmente, a vivo?
Mas agora já me conheces, às tantas páginas do livro que o teu ódio publicou. Agora já não mereço os insultos que me dirigiste? Porque agora, o que te posso trazer é mais do que podia quando eu não era nada na vida!
Agora quem me ama …

Salvador de Outra Alma.

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"não penses demais, eu já ganhei, o quer que fosse que tinhas a perder."


manifestos de amor mal amado escritos em poesia. o sol e a luz foram encobertos pelo escurecer do ambiente suicida que me envolveu. escrevi demais.

letra por palavra. escrever por viver. inspirar por respirar.

fiz-me escrever um jogo e ganhá-lo - enterrei o meu coração, deixei qualquer amor.

aos poucos, a infelicidade transcendeu-me, perdi o coração, é certo, mas a tristeza assombrava-me cada vez mais. desenvolvi filosofias messiânicas sobre amor e ódio e amei amar e odiei odiar. expus-me ao ódio para o  dissipar como sopro o fumo de um cigarro... mas o amor foi um ácido que me corroeu a alma.

Salvador de Outra Alma! bebi as minhas lágrimas e sarei cicatrizes de uma paixão. engoli os meus sentimentos e lancei-me ao meu crucifixo. a mútua culpa deixei de a sentir sem a minha maior posse. sou amado sem coração.

tocaste no meu coração como quem toca um tambor. tornou as minhas lágrimas tiros para trespassa…