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Quebrar [Redux]

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Como se realinham as peças dos ténues passos que caminhámos?
O que é que falhou na montanha-russa mais sóbria por que gritei?
A santidade desvaneceu quando gritámos a privacidade em público.

O estômago foi atropelado e o coração alberga sentimentos-zombies,
Não há mentalidade-cocaína, nem vivo numa alma-heroína:
Os meus sonhos, enrolei-os e queimei-os com as minhas pretensões e crenças.

Perdi-me pelo papel, pela facilidade e nunca soube o que era correcção.
Paixão são letras que não sei soletrar, doenças que só penso em curar,
Cruzes para assobios e perdas de sanidade que engoli como solução fácil.

Sou a minha própria desilusão, a menos sincera das comoções,
Vomito icebergs na covardia da minha incapacidade em lidar...
Oxalá simplesmente tomasse comprimidos e deixasse uma nota...
"Acho que devia saber como fazer amor com algo inocente
Sem lá deixar as minhas impressões digitais, e agora
A-M-O-R é só uma palavra que nunca aprendi a dizer
Como é que posso pedir desculpa se as palavras …

A Decadência da Lírica

Andy Warhol disse-nos, e registou na história, que no seu futuro (talvez o nosso presente, quem sabe), toda a gente teria os seus quinze minutos de fama mundiais (1968). E foi com ele que nasceu a ideia de uma cultura pop, uma plasticidade e descartabilidade constante, uma proliferação de imagens e sons tão necessários quão desnecessários, ignoráveis por nada trazerem de novo, sendo, contudo, inovadores.

Mas a ideia de uma cultura rápida de Warhol já tinha sido postulada por Walter Benjamin quando, no seu "The Work of Art in the Mechanical Age of Reproduction" compara a obra de arte que absorve o homem que se concentra perante ela à obra de arte que é absorvida e ignorada pelo observador (1936). Outro elemento fundamental das filosofias de Walter Benjamin é a ideia de uma aura que é emanada de uma obra de arte, e vai ser ela que, tendo em conta a comparação anterior, absorve ou é absorvida pelo espectador da obra.

Pierre Bourdieu, sociólogo do século XX mostra-nos que a cult…

Insónia no País das Maravilhas

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Atirámos a rainha para o outro lado do espelho
E o que lá encontrou, Alice, foi igual mas tudo das avessas.
Que esperavas, nessa mente quebrada, pelo que te contam?
Sangrámos sobre a nossa educação, nunca lemos, sempre cremos!
Aceitar e deixar ficar, e aceitámos e ficámos como nos deixámos
No fundo do funil do tempo, onde já ninguém cabe,
O que passou era uma vez, foi apenas uma vez
Mas ficámos nesta vez, para o nosso sempre
Enquanto o teu era uma vez... por mim será eterno.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete:
O xadrez dança, fama, lícor, amor onde te encontrei.
Sentir a vivacidade uma primeira vez
É espernear na relva a inocência da infância desvanecida;
Não dependemos do nós decadente para criar sanidade,
Os sítios mais condenados podem tornar-se países das maravilhas.
Compramos as estrelas do céu para só ter e sermos o que temos,
Quando nos bastamos a nós e aos nossos: somos hólons da felicidade.
O outro lado do espelho, Alice - está atrás de nós.


Refrão Sem-Palavras

Injecções de águas infectadas,
Camuflando as centelhas do coração
Se é a inocência que nos separa,
O que é uma utopia de heróis-monstros?

Constantemente:
Afiar garras, formatar dentes,
Omitir espinhos às rosas,
Rebentar cada sonho-bolha,
Expirar fogos-frios do desejo...

Mas não há classe nesse nojo,
Que se escapa à compreensão.

so try and love me while you can and take the time to understand  as long as I can touch your face you know I'll never leave this place if only in my mind.

Escuro do Sol

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Caiu do sol um anjo a arder. magoado, transtornado - os seus berros de inconsciência repercutiam nas paredes, regressavam e revoltavam. A família observava, estupefactos com o seu igual em chamas. Tanto futuro possível para a pureza do fogo. O ardor caiu no esquecimento, o anjo abriu as asas, "pai, onde é que está a minha pistola? dizem que a guerra começou!" Os escritos prescritos eram a sua sabedoria, ensinado nas artes da dúvida - essa tendência que de humana tinham os anjos. "Diz-me, diz-me onde está? deixa-me ir sozinho, deixa-me ir sozinho, não preciso de ninguém, não preciso de ninguém".

Os novatos aprendem a ler, assim são mandados - ao menos algo do que é nosso nos seja explícito, mas mesmo assim não aproveitou, continuou a olhar para o sol para sentir a mesma cegueira da dúvida e aceitá-la: não se pode olhar para o que não se vê. Era a filosofia da sabedoria dos mais reflectidos aos mais loucos, pensava eu. Sempre que as portas se fechavam neste circo, o …

Jim Morrison

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(paráfrase a Fonte de Sangue, Baudelaire)

Ondas de um mar preto-sangue coagulam,
Onde espanta-espíritos mal-nascidos já morrem.
Na prostituída pauta um vago murmúrio, vejam!,
Mas os tactos na tinta um tanto-nada sentem.

Pelas portas de pérolas pretas, vou petrificado,
Por entre pirâmides espectrais e absortas,
Cedo a sede pela santidade da sabedoria
A embriaguez divina nunca me saciou.

Os mapas líquidos borram fronteiras certeiras,
Recuso-me às voltas mentais da perdição;
O adultério do absinto vê para lá do desumano!

Ninguém vai levar de ti a minha alma,
No amor banhei o fluído no estático e vice-versa;
Tem sido um leve peso sentir que respiro por algo.


Auto-Cronografia Pseudo-Empírica

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Estrelas que no céu benzem todas as águas,
Gritos guturais pela cegueira que vejo frontal
Balas a rasgar véus negros por entre diamantes,
Deixando-me completamente fora de mim.

Redimam a minha não-tão-sã-mente,
Não estou seguro no mais onírico paraíso,
A inocência inscreve-se rasgando as veias.
São vermelhas-hemoptise, as fulgurações-azuis.

Toda a noite me ocupo de preocupar,
A meio do sonho volto-me de me revoltar,
Não há tempo para o contratempo de respirar.

Rezo um poema final, para sempre fugir daqui,
É esse nosso eterno desejo, o de não viver. Aqui.


Progresso, Regresso e Ambos

"Tudo o que tenho em mim é medo", seria o epitáfio ideal. Nasceu para apreender o irreal como lei e das mentiras em que acreditou moldou o seu mundo. Na sua solidão criou a besta interior que, tanto temia, como usava para meter medo aos mais próximos - e viu-se abandonado. Viveu o medo de ser e não ser aceite pelo normal, temia todos os mundos que em si encerrava, por neles não viver. Magoou-se por tentar saltar mais alto quando a alma lhe foi o grilhão mais pesado.
Apaixonado pelo mar só respirou as suas lágrimas, por não alcançar a altura procurou a profundeza, e essa era outra mentira a encobrir. Caiu, caiu, caiu e nunca se quis levantar - a preguiça era o alento de continuar a respirar. Observou aquários com minucia microscópica, por não entender como poderia para sempre abraçar o oceano-pai. Mas o coração foi a bóia mais leve, e nunca chegou a afundar.
Um dia viu o terreno ser invadido pelo etéreo quando por fim viu um fim. Quedou paralisado num sítio isolado, para semp…

.wmp

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Um, dois. Um, dois. Um, dois. Toma.
Assumo este mundo, enquanto o outro se apodera de mim. Vou ficar bem. Nunca soube onde pertenço, a minha sombra era a minha casa... com eles fiz pausas, era a nossa carta na manga: quebrava o ruído, tornava o feio não-tão-feio, era uma correria infinita, temporária e incansável. O meu santuário.

Um, dois. Um, dois. Um, dois. To'b'a.
Sempre acordei em dias de chuva, até neles encontrar o único sol, naqueles mesmos risos e sorrisos. E adormecia com visões de mim mesmo a dançar, a rir e a chorar com eles. Passei um ano para provar que a decadência dá lucro - e a maior riqueza são as memórias deles, são a única coisa que me sustenta. "The Time of my Life". Eu era ninguém, e muito menos alguém popular - com sonhos de me tornar num poeta...

Um, dois. Um, dois.Um, dois. ...
Acabei por ver aqueles sonhos colidir uns com os outros, dividirem-se como a supernova que explode, que nem os milhões de estrelas cadentes a quem já os pedi de volta...…

Do Nada, Tudo

Encolhi-me e corri como um louco, fugi para aqui.

Escrevo escondido, debaixo de um cobertor, antes da mente, onde a nuvem turquesa não me pode apanhar. Ele são medos, ele são confissões, é a minha religião e sou eu. Vejo-o apoderar-se das minhas mãos, enfiar-mas pela boca e agarrar as palavras que colo ao cérebro, as que não quero dizer - e ao mesmo tempo é a minha cobardia.

É um usurário de teorias e sentimentos, espreme-me o coração de tudo o que é mau e bom, para uma mistura de cores fora do espectro lazulite. Como sempre, de fora. É difícil não ser quando somos para ser. No meio de um mar de lágrimas que banha o falso diamante gigante que é o meu imaginário - inexistente como tudo o que aqui existe. 

Encontrei gárgulas-angelicais que nunca tinha visto a guardar um portão: milhões de cadáveres flutuam apoiados em citações-bóias. Rosas, campas, cruzes - este é um cemitério sem chaves nem guerras, o dos arrependimentos, e lá no fundo um palácio-sepulcro, e a letras néon: CAOS. 

Sou con…

3.

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I. Rosas, marfim e diamantes são os meus melhores amigos.
II. Isolei-me demasiado tempo na minha mentira-cruz.
III. Um reino e uma religião guiaram-me à ruína.
IV. Silêncios cinzentos de solidão constante.
V. A minha droga é este solo, para mim sagrado.
VI. Para quê cantar a electricidade do meu corpo?
VII. Senti o gelo ferver o primeiro toque do coração.
VIII. Esquecer foi a cor que nunca quis imaginar.
IX. Mas amar é a mais reluzente das victórias.
X. Dissociar mares e ditar leis, é coisa de Moisés.
XI. Finjo que não esvaio, pretendo que me divirto.
XII. A perfeição dança a vontade do seu coração.
XIII. Deixa que te diga, tens a sorte do meu coração.


Éden

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Não há anestesia que me redima, só fogos derretendo ossos neste corpo corroído pelo meu próprio animal. Inspiro e sorvo rancores indizíveis que me comem os miolos, espremem os olhos e não me deixam sorrir para ti.

O Silêncio tem-me morto.

Sê a minha âncora e prende-me ao que ainda é Graça; perdoa a margem negra em que vivo atracado, o tudo depreciativo e o meu triste imaginário; obsessões e pressentimentos que me assombram a cada abraço.

Sozinho caminho o nosso trapézio, espero nunca o ver cair, quero enterrá-lo até a corda ser chão.


Dormente

Sonho frouxo varrido para o tapete,
areia macia que escorre pelo tempo.
Renasci à meia noite e um estalo
para comprimidos e um bilhete?

Duvidar do que a televisão diz,
que deus viola e os pais mandam
para quê as regras vivas de dentro,
se morri tão cedo e fora da caixa?

Antes um sorriso anestesiado,
prefiro os olhos de quem não vê,
os delírios de quem vive mortificado:
para quê acordar, quando se vive também,
um morto-vivo no cemitério de Hollywood
e nada menos que um mártir de cada momento.

São os meus anos, eu fujo se quiser,
não nego que te quero, mas minto se for preciso,
tenho as minhas duvidas e tu devias ter as tuas,
sou um cobarde refugiado nas minhas fraquezas.
E se não me guiasses, e se eu não me prendesse,
choro pelo trauma, pelo que fiz e não faço,
por um perdão que ambos desconhecemos.

A seita persegue-me na sua incongruência pura,
destroçados, espalhados e enlameados,
fecho os olhos para acordar novamente cego:
Um sonho americano forjado e amarrotado.

CAOS NÃO É CHOQUE.


Hitler, Marcha!

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Percorro o longo o caminho marcado pelo spray de fótons, cada passo é uma nota abaixo nos meus tristes blues verde-absinto. Nesta terra de bestas e titãs, um peão rebola no moralmente correcto.

Abençoado por Maria, afilhado por Marte, não há encantamentos contra a ignorância que me bombeia de gritos. Perdoa-os, traí-me a mim mesmo, rebaixei a condição, ensurdeço no silêncio.


Blues Verde Absinto

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bebi
e rebolou a garrafa no chão,
uma batalha numa guerra contra mim,
perdida e ganha.

cigarreira vazia, cinzeiro cheio,
mas a cinza vive por entre orvalho e granizo.
segue o vazio,
o coração não se agarra ao mundo,
rogo para que o peso me largue,
mas não há perdão para os mentecaptos.

tomei-te pela mão e não deixei nunca de chorar,
entornei-me pelo chão e os olhos nunca vão secar.


Milo do Nilo.

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Ternura pegajosa das profundezas, um rio de lágrimas,
Atiço a âncora à minha cobiçada enguia-sereia
Já que os homens da água nunca foram míticos...
Porque a beleza é uma mentira e Hollywood morreu.
Cigarros são calmantes para venenos urbanos;
Em pirâmides de cristal, seus túmulos brilhantes,
Simples, inúteis faraós, para sempre dormentes,
O único valor da vida foi a fama da morte.

Warhol dá voltas no caixão pela princesa mocada,
Elvis chora; Lennon acorda; Cobain levanta-te.


S⇧2C

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Não é só pelo dinheiro e pela fama, e todos os diamantes que já cobicei - também por ter um propósito na vida. Ninguém merece sofrer e não é por me tocar, é por saber que neste momento há gente a senti-lo e que tenho a capacidade dos ajudar.

Descansa em paz, Ronan Thompson.

Inebriado (A Outra Promessa)

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Reaccionismo pós-modernista de merda,
Baseado em contractos sociais fechados-reatados.
A minha relação controversa com a fama é que é ridícula,
Que retrógrada política mental oficialmente empregue.

Palavras-balas(certas), não quebram garrafas,
Só no fundo estão as tuas certezas e seguranças
Más críticas a correctas virtudes, governo errado
Mas sabes o que quer dizer O-R-D-E-M?

O mundo é teu, nasceste com a tua pistola livre,
Baleaste a mão direita com ódio, MAS
Onde está a verdade? Onde estão os ideais?
Na roupa de gala ou na preferência pela decadência?

Pois fugi!, a cidade à meia noite diz-me mais,
Que preferir que o mundo tivesse perdido o Dia D,
E foi a melhor noite da minha vida.


Adicto (A Promessa)

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Mar de rosas negras, monocromáticas melodias,
Claves de putas despidas contra corpos inertes.
Vive a negligência de correr à virgem por fiança,
Na opulência desesperada deste fim.

Cataratas brancas que não curam broncas,
Caem de um cachimbo, tingem-me a água.
Amor abandonado, ódio curandeiro,
Fazer paz com o inimigo é nublar.

Arco-íris prometido de cada noite,
Reflicta-se sobre o prisma da pálida luz roxa,
Entronada, a Nossa Senhora entorna,
Despeja absinto na minha mente inflamada.


A Cruz

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Apesar do pesar, a cruz firma e afirma-se.
Porém, onde poria as culpas?
A ver por haver o gosto que sinto desgosto,
Sem nada, mesmo quando acenada.


transmissão ivan curtis D E S O R D E M [Ivan, sempre apático, sem olhar para o Queimado] Tenho estado à espera que um guia me venha buscar pela mão.
[Queimado, a rir-se] Sabes que dessa cultura de plástico e escarro não evoluis, não sabes?
[Ivan] E essas sensações... podem fazer-me podem-me fazer sentir os prazeres de um homem normal?
[Queimado] Não fazes sentido, Ivan Curtis.
[Ivan] Estas sensações já não fazem sentido por mais nenhum dia.
[minutos de silêncio depois] [Queimado] Quem és tu, Ivan Curtis?; o que é que queres?
[Ivan] Tenho o espírito, perco o sentimento, sentimento, sentimento, sentimento, sentimento, sentimento... sentimento.


Primavera

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Encontram-se Obsessão e Coincidência numa esquina a discutir,  Uma grita "Larga-me" e a outra ressoa"Nem te toquei". Fartas de brigar procuraram a Razão para alguma iluminação: Mas ela não estava lá. Nunca esteve para nenhuma delas.
Porque na Teimosia não há Certeza. E na Sorte, menos ainda de Ciência.


20.07

Tu,

Aqui o render do coração, da alma e do corpo - a ti. São as lágrimas de tinta mais alegres que já verti - pelo orgulho e prova que nem tudo se vive de cadência - que há um presente na tua comunhão.

Noite de copas brilhantes, risos forçados, sorrisos fingidos. This is how to be a heartbreaker - and this is how to be heartmolten. 

Obrigado por tudo e por o seres.

Legado da Resistência

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Avança, taciturno, contra eróticas moto-serras,
Vá, não quedes quieto, dias mortos recapitulam,
Nem escarnecidos os teus gritos são afinados.

Sou demasiadas questões para a mente,
És copos de gin que não alcançam a dose,
Aquela fila rodeava à vila por um dia mau.

Tu podes facilitar todas as piadas mortas,
À falta de chão tens mesmo que te perder,
No deleite de tanta boémia, Joana Maria.

Aqui não reinam velhos amigos, mas sim lembranças,
Falsos gordos que governaram sobre o fantasmagórico.


23:31

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Não se escrevem histórias, vivem-se. Quando se relata, tornamos artístico ou criamos o próprio elemento de arte. Saber que este cigarro se vai afogar e que a satisfação não chega cedo é um exemplo.Vivi preso à esquizofrenia de uma ligação que pudesse voltar, para ver a morte contrariar-se e ver o rio Tempo banhar aquele corpo novamente.


Apesar de não pesar no corpo como a alma, a memória é o martírio mais obliterante. Lá, eu vivi o passado que florescia em múltiplos desertos e florestas, reguei rosas brancas e plantei chaves como se escavam sepultura. Tinha o direito de desfazer o fio da minha vida em vários e enterrar os que correram mal - homenageando a leviandade. Transformar a monstruosidade irreversível em arte. A morte, como nascente, foi também o desaguar.
 Na minha face está toda essa multiplicidade.

Por trabalhados que sejam, os passados petrificam para que a constante medusa do presente os continue. Somos todas as estátuas e podemos esculpir o que já estatizou. Peso é ter h…

"The Killing Joke".

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se vou ter um passado, quero que seja multiplo.

Um passo para a fissura, a segundos da loucura,
Relembrar-te, na beira de tudo o que é derradeiro na vida:
um mau dia.

Mas no fim de todo o niilismo, não perdi a fé no espelho;
E apesar do narcisismo, ainda acredito na mentira total,
ebulição.

A hora nostálgica não vai ser livre de correntes mentais,
O momento de desgraça quando ri por chorar não passa
desta ligação.

Não mates depressa, não chores ressentimento devagar,
Seca todas as camisolas afogadas no mar de sofrimento,
pelo amor da sorte.

Vivi o caos acreditando no motim que mudaria a minha vida,
Nem uma puta a fumar bongo me vai curar,
insatisfação.

Vi o mundo ser dobrado, a realidade fugir-me dos pés,
E de uma só vez, o sóbrio tornou-se no lunático,
olhos verdes.

E o que é que aconteceu às fronteiras do sono?
Não sei se vejo nem se imagino,
não quero saber.

Não me vais salvar da piada final,
Nem libertar-me do asilo que é este farol,
desliga.
Dois loucos estavam asilados num manicó…

ET BLANC EN NOIR.

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Não te culpo por me teres roubado a mim mesmo, quando me jurei meu próprio rei. Não te culpo pelo declínio de um império, mas pela ascensão da liberdade. Não te culpo pelo derreter das minhas paredes, pela última vez que as vi erigidas.
Não te culpo por te amar quando não o sei,
culpo-te se te magoo na ignorância.

Triste Velho Romance.

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Já vejo os restos de escuridão que escondia dentro de mim,
A negridão já foi arrebatadora para me perder na sua profundidade;
As flores e as sepulturas são apenas barcos neste mar de dor,
E as cicatrizes passaram a ser riachos na minha cara - um mapa.


Não significas mais peso na minha cruz, nem remorso na alma,
Previne-te de me derramares o inferno no corpo por te ter dividido,
E menos ainda aos meus que nada te são, por favor separa-os.
Reviver o passado não perdoa, só os actos de contrição.


"Götterdämmerung".

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Perdi o tempo, deixei o mundo entrar em erupção; Sozinho no escuro das ruínas dos mártires, Movem-se silhuetas nas luzes reflectidas da lava. No meu cérebro ossos que arquitectam jaulas, Na mente, pedras negras da chuva de meteoros, Sem fraca estética, nem objectivo mínimo, Só destruição e caos onde vivi calmo.
És a água benta para a minha mente possessa, Primeiro gatilho de cada elemento do crime. Só tu entendes a chave para o labirinto da minha alma, E enquanto o remorso pesava na sombra da coroa, Os anjos faziam esquemas perversos para nos unir, Agora substituis e embalas a voz que me assombrava.
"Agora vamos dar as mãos para sempre."


Enxame de "Lolitas".

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Chama da minha vida, fogo do meu peito, Lutas pelo trono na colmeia de raparigas, sensuais e defensivas, Lábios tutti-frutti e óculos coração, novas vítimas do peróxido. Danças comunicativas sexuais, ainda acabadas de sair do berço, Mal nascidas e já imploram a virgindade de volta ao remorso. Bem-vindos ao Estado do Sonho. População: Ressentimento.
Alarmante quantidade de mentiras, lençóis pendurados na madrugada, A pista de dança é um hábitat; cigarros e vodka são mantimentos, mas Numa só caminhada podem perder-se no vale das metanfetaminas. Já só interessam as luzes pornográficas e as raparigas molhadas por Hollywood, Elvis chora, Marylin vive triste e Hendrix engasga-se na causa da morte - o elemento do crime deixa-as na inocência ou na insuficiência? "Uma mulher sensata beija mas não ama." Marylin Monroe Enquanto és mera posse, ela torna-se pura obsessão, O poder do amor conquista tudo e todos, Barreiras de idade e espaço são distorcidas pela sua hipnose. Dorme pobre rapa…

Rosas Brancas.

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Mesmo do crítico gume ao pescoço me livrei,
Guilhotinas revelaram-se doces nuvens de algodão.
As minhas veias geladas tocaram que nem harpas,
Precisei de bons sapatos para a merda que tenho passado.
Dilacerei as rosas brancas e conheci o que eras.

Lidei com o petróleo negro que me ambicionava
Graças à luz súbita que me baptizou e depurou.
As memórias tornam o momentâneo infinito,
Mas o passado nunca será o meu futuro presente.
Diz-me quão cedo é agora para ser amado?


D. T. M.

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Magnitudes de tempo e espaço tremem no destino,
Arrazoo-te de assombrações quando me repetes ao espelho.
Sou só mais um rosário antes de poderes dormir melhor,
Mas repetir o meu nome ao espelho e às escuras é só radical.
Cada minimal reminiscência é um arrepio na espinha.

Lavas-te em absinto para esquecer olhos verdes,
Derramas o álcool apelidado de verdade no susto.
A voz outrora ensonada e agora é atemorizante diz:
Continua a comprar as estrelas que de nada te servem:
Essa vida já te matou.


Noite de Copas Brilhantes.

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Dias são as noites em que estou contigo, Rituais pela pálida luz da lua, dançados às escuras. Evitamos as paredes de insinceridade do mundo, Forçamos risos e fingimos sorrisos, Velha e solitária sociedade, vacância e fumos. 
Martiriza-me o rufar que senti no coração, Ribombar do momento - os nossos olhos cruzaram-se. Beijos perdidos às horas das despedidas, Conheci uma melancolia de verão, a mais feliz de todas.
Na constante saudade do céu pelas estrelas à aurora, Confio-me aos meus melhores amigos, os diamantes, De entre tantos baralhos de covardia e jogos esquecidos, Tirei o meu primeiro Ás de Trunfo, ganhei ao mundo.
Estas são as palavras que ficaram por dizer, Quando partia cedo demais, corado de te conhecer: Cristalizas os meus sonhos, tu és querer&precisar, Nunca senti tanto as canções fazerem sentido.


Devolvo o teu Corpo.

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O Céu é o meu Filho; Apadrinhado pelo Suicídio; a Opulência é o Fim.

 Admito e peço remissão de toda a minha culpa: de atirar o teu coração como isco e rezar pelo mais brutal dos tubarões. Agora aconchego os teus restos no rebentar das ondas, para que a minha futura campa te engula primeiro.

 Corpos de borracha friccionam e a electricidade brota como uma chama que não vai desmaiar. Mas as faíscas cegas obcecam os voyeurs distantes que não compreendem: os seus maiores e melhores desejos foram frustrados pela minha salvação.

 Entre este vago e vazio espaço, encontrei a luz no fundo do túnel... ou melhor, encontrei um túnel de luz própria: como a que as estrelas que me compraram não tinham.

 Gelo no meu corpo eléctrico.



Ás de Trunfo.

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Noites aconchegantes, contudo agrestes - santos cigarros e sorrisos falsos, o tempo acomodou-se.
Inúteis rosários que decorei por impossíveis ressurreições: banhos de rosas, o caminho é frontal.
Acumulam-se, distantes, os fantasmas dos abutres passados: mortos pelo teu revólver de copas.
Atmosfera preenchida por solidão, não há heroína que me devolva à adrenalina de te ver.
Os segundos esmagam cada pobre osso enquanto espero que me soldes o coração.
Já me afoguei em venenos e naveguei em sonhos... vagos em relação à tua euforia.
Adormeço no leito dos teus lábios flamejantes, onde tudo está certo.


"não vou estar lá".

estas cicatrizes já pulsaram demasiada dor,
e ao longo dos tempos em que fui o teu Mundo,
adulterei a minha Natureza em prol da comatose,
uma constante sedação, um zombie que se assombra a si próprio
enquanto procura pelo seu "felizes para sempre",
esquecendo as mentiras covardes do teu eterno martírio.

assim que vi o que sucede quando deixo de me lamuriar,
quando todos os momentos que deixo para trás me parecem petrificar,
se alguma vez este foi um jogo de tronos em xadrez, direi eu
XEQUE-MATE: por todos os nossos vermelhos e azuis,
porque tu foste apenas mais uma morte na lista,
e eu vou ser para sempre o teu um e único assassino.

nas mais sinceras esperanças que este seja 
o ponto final do capítulo que foi a tua vida,
assumindo assim todo o prazer nestes negócios,
a personagem que tu fabricaste em mim: ~CAOS.



Brinde.

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reconstruir ruínas de miséria de podridão - obrigado por cada segundo de esperança, contigo eles são contínuos.

"you're my blood, you're my holy whine, you taste so bitter and so sweet, oh I could drink a case of you"


"the suicide of sadness."

Trickling tears throughout these ray-bans, meanwhile movies remake themselves step by step. I wish that I could stand, "I wish that I could cope but I took pills and left a note."

Wake up to know who you don't know, rise for the insecurities of breathing - admit it, you wish that you could cope. But this ride was always a passage through little and not good enough.

Watch the sky lose its stars one by one, as the world riots against your wildest desires and faith was always sleep's foreseeable best friend. As long as I don't live I'm happy.

Bleaching out all the dark, swallowing every single gunshot... or maybe I'll just clean the teardrops of these fancy glasses, but I want to know I can just lean and be happy.

In all these loneliness and idle all I just wanted was to sleep, near happiness, near all these fulfilled dreams in your shape.

"I wish that I could cope, but I took pills and left a note."

O Sonho.

Os amigos que perdeste e os sonhos que desapareceram... nunca os esqueças.

Tu mesmo podes ser um sonho que irá desvanecer, mas alegra-te porque foste sonhado por alguém.

1. Possível segunda sorte.
2. Prosseguir & Perdoar.
3. Heroísmo na Humildade.
4. Nada importa quando te importas.
5. A devoção e o carinho não são romance.
6&7. Agradece o que tens, alguém se sacrificou por isso.

Zero Visão Futuro.

Existem tempos mortos num relógio constante. Requisitos mínimos para que o futuro não seja um telhado sem fundamento, um fim sem meio. Esta é a teoria da preguiça e o porquê de nada fazer.

"luto".

Beijar e deixar chorar - é assim que se rompem corações.

Não é possível ser feliz, não aqui, não neste antro de acompanhamento quando a única saída somos nós mesmos e a felicidade se assemelha demasiado ao niilismo - a este nada sentir porque sentir é sofrer. Sentir é preparar para o momento em que a ilusão e toda a sua construção se torna em algo pejorativo, corroente para as veias.

Estou a morrer, sinto-me comprometido e tão desumano quanto isso implica. Estou cansado, injectem-me de euforia, alimentem-me com o que faz sentir o mundo derreter porque a água é tudo o que me acalma enquanto vejo escorrer de mim todos os erros, onde a minha alma é sujidade.

Quero conhecer o omega e o alpha em paz, quero morrer para me sentir na berma (e toda a sua adrenalina) da vida. Conhecer o momento em que o filme pinga para os meus olhos todo o drama porque passei e saber o que realmente me fez querer desaparecer. Algures a vida há-de fazer sentido.

Não sinto a minha batida, o coração congelou como…

"vou morrer só".

Sempre me agarrei ao facto de não ser o protagonista dos corações dos outros, sempre me crucifiquei com a dúvida e a imperfeição que me afogavam.

Ver alguém sofrer pelo papel principal em mim, porém, esmaga todas as minhas estúpidas regras sobre como partir corações e fugir.

Beijar e deixar chorar gerou em mim um vácuo que não se preenche com amor. É, em si, um vazio de desrespeito próprio que comprova que sou uma degeneração de Juno - duas seriam poucas facetas.

Preferi caminhar a prancha só do que viver a minha anedota de afincamento - a perseguição sem cessar e o desprezo que tinha sobre mim mesmo por não alcançar o altar da felicidade.


Deus Abençoe a América.

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Esta devia ser a alegre e eterna infância quando na verdade é o sonho de qualquer pesadelo.

Aqui é onde não deves contrair doenças venéreas mas podes contrair matrimónio com um cavalo, preterindo o teu final feliz de amor e fantasia. Só deves falar depois de puxar o gatilho e esse devia ser o primeiro mandamento de uma nova apelidada democracia onde a morte sara todas as feridas. Sim, aqui é onde podes puxar um gatilho, mas fumar em nome da Estátua da Liberdade é punível... e mesmo essa não passa de cimento fermentado com cuspo de há um século, como todas as leis, quando deviam ser pastilhas elásticas de mentol.

Reza para que o pecado de viver nesta suruba dos suburbios seja bem visto aos olhos do teu Deus. Deus esse, que criou esta "Land of the Free, Home of the Brave" em nome da união, mas união só até ao fim do espaço que riscaste a régua e esquadro no mapa. Para que vivas para longe de sítios no mundo que aos seus olhos são prisões comprometedoras da liberdade-encarcerad…

Ócios do Ofício.

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Eu quero sangue, entranhas e fornicar com os anjos,

Eu quero cometer todos os erros possíveis.


O Escorpião.

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Nunca mais que lágrimas, sempre um objectivo em crescimento.
Construir pedestais enormes e sumptuosos para nunca me atirar,
Ficar preso a nós de barcos que zarparam e não me levaram.
Ao perder viagens procurei outras num deserto mental, a seca que foi.
E lá o encontrei. O escorpião que lambi, me envenenou e anestesiou.

Para sempre.

Sou um oceano salgado de remorso e lançamentos de arranha-céus,
Este estado de comatose que me congela no tempo e no espaço.


Também Sou Desumano.

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Àquelas pessoas que falam duas ou três vezes como se fossem amigos para a vida...

... e à minha hipocrisia.


Beat.

Amar até doer, beber até morrer. Mas deixei de beber. Como é que deixei de escrever sobre fénixes livres e imortais no seu fogo para me prender dentro da minha própria caixa? Eu não quero viver para uma só citação e vendia a minha arrependida para poder ter tudo.

Posso ser fixe se quiseres a fúria, sou um vândalo e é por isso que me odeias.

"lítio".

Tudo é mais saboroso acompanhado de uma mentira.

A fama não nasce das tuas raízes ociosas.
Narcisista e niilista enquanto te rezas a ti próprio,
És o mundo das promessas que nunca cheguei a cumprir.

No mesmo espaço partilhamos obsessão e repulsão,
Como te amo e tu me odeias, eterno jogo de amor e guerra,
E és rosas para os olhos mas o coração não dá inveja.

No fim perdoo-te, porque odeio sentir-me só,
Preso à constante ansiedade de ter o papel principal,
No coração de outra pessoa, respirar para amar.

Sei que sou eu que prendo a vontade de voar,
É minha culpa que só me compreenda nas cinzas,
Pois nem o fumo nem o fogo me deixaram fugir.

Já não sei como é viver sem...

Xadrez.

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Monocromia e jogos de tronos. Alegrem-se monopólios pela monotonia.
Sou um peão que não gira como tal. Sou a marionete que deu fios a si mesma.
O completo é desnecessário, e o fácil nunca é bom. Ser humano em fuga de holismo.
"Que me comam" gritam os outros sedentos pelos 3 segundos de glória. 
Caem peças na chuva tentativa de nada fazer. Reduzem-se à condição, nunca esperantes.
"Antes aceitar que desesperar."


Harmonia.

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Sepultei as dores em fumos. Engoli estes tragos ardentes.
A cidade é a minha capela, onde caíram lágrimas e se bateram pés.
Luzes que alucinaram comigo e adormeceram dentro de mim.

À espera de uma mudança, continuei a viver.
À espera de uma mudança, nunca deixei de crer.


Recomeçar.

nestas misturas de cobardia, neste chão de petróleo, sou um inútil perdedor.
sonhava com unicórnios que me levavam por caminhos abandonados por deus,
em fuga de comandantes políticas de uma selva vazia, que se provaram desprezíveis.
viver com uma cabra falsa mostrou-me como a vida amorosa é desesperante.

querido diário, conheci alguém, fez com que o meu coração gelado rejubilasse,
querido diário, nós separámo-nos, culpei o Caos e vivi feliz e sem peso.
mantive a promessa: de te mascar e cuspir como qualquer paixão adolescente.
cada a foda é a tal até que chega ao final, os bons não são fáceis e os fáceis nunca bons.

adormeço no profundo solo do mundo, acordei para a vida enquanto morri.

Doze.

Quando te concentras, a visão foca o que desejas ver. As manchas concretizam-se. As luzes escurecem e o mundo ganha cor.

No nervosismo, eu desato a pensar em voz alta. Descontrolo-me, não há quem me cale, é como se tivesse de desabafar, contar tudo a quem ouvir e é aí que faço merda.

Esqueço-me das consequências, nunca te quis magoar mas é tarde. Está na hora de aprender a tratar quem eu amo como quero ser amado.

Nunca te quis desapontar, mas ver-te é o meu castigo. Eu não sou perfeito e sei que o que fiz não foi bem feito.

Odeio saber que enfiei um murro pela nossa confiança. Os estilhaços que já sobravam tornaram-se pó e eu só queria ser, só queria ser, mas nunca fui.

Se pudesse voltar atrás no tempo, eu nunca teria passado a linha. Mas o que houve entre nós, o Caos decidiu contar a todo o mundo como me sentia.

Demasiado orgulho, para admitir que erraste, és cobarde até ao fim. Anos perdidos, juventude desperdiçada, não é suposto ser tudo lindo?

Eu não quero admitir que não vai func…

don't dream.

um grande ecrã feito de amalgamas entre gritos e ondas de cor.
não vale a pena. não sonhes se não vale a pena.

Ócio.

Já deixei as melhores pessoas da minha vida desaparecerem sem lutar por elas.

Sou preguiçoso.

Estrelas.

Quis comprar todas as estrelas para te provar,
mas ofereceste-mas numa bandeja e julgaste-me teu.

Memorando da Mentira.

Esta é a minha história, pode sempre ser a última chance da contar.

10. O Céu., ...
Houve um tempo em que me senti rei. Tudo à minha volta pareciam coroas na minha cabeça. Uma história escrita pela primeira traição da minha única deusa: a Sorte. Eu quero escrever uma nova história, um renovar de tudo o que começou e podia não ter acabado. Todas as histórias têm de ter um fim.

Ponto Zero. 
Eu vivia nos Diamantes Unidos do Caos, um coração para vários mundos, de energia infinita de amor e sem conflito. Paz, é o nome correcto. Vivi aí, num mundo de festa e concórdia. Mas as histórias não são mais que meros pontos negros prontos a escurecer a vida de quem quer que seja. Promessas, com ou sem nexo, e a partir delas vi o mundo desabar sobre os meus ombros.

1. Prisão.
Pirâmide, todos os feitiços e maldições viviam em mim e comigo. Exilado por ter suposto amar. Foi a mentira mais valiosa que me trouxe a ti. A ti e a este poço morto. Não importa o quanto a noite é escura, com o raiar da primeira …

Filósofo, O Caralho.

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Este feudo continua e da mesma forma as raízes do ódio,
Terrível vício pela imagem que só os cegos entendem,
Flutuo num balão negro de todos os diamantes derretidos.

Arfo pelo nevoeiro do Verão cujo remorso é emocional
Nem vida nem amor, só uma visão da distância espiritual
Sou um morto-vivo, que só vive quando finje que morro.

Um diário de desespero cuja tintar era a hipocrisia,
As tuas teorias e crenças são este último osso da contenção
Já te passaste por mártir durante demasiado tempo.

Tão hipócrita, sobretudo cinismo,
Cheio de todas as rezas,
Quem és para me dizer quem devo ser?


Uma Mensagem Nojenta Que Nem Petróleo.

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"ultimamente não paro de pensar em ti, é bom sinal?" Aqui vai jazer a última jornada para o meu objectivo, Um jogo de fome e restos que começou onde não havia comida. Este é o vácuo da minha alma, o meu final pessoal e feliz, Uma mensagem nojenta que nem petróleo, Ilusória, sonhadora, decrépita e ofegante - na verdade, ébria.
Vais morrer como viveste ao passar da lâmina.


Explosão.

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Quando o tempo chegar e a luz se apagar,
Eu sei que há uma chama que me vai rebentar.

Só quero sentir-me como se flutuasse,
Em vez de constantemente me cansar.

Eu quero perder todo o meu peso,
Um dia vou roçar-me à berma da grandeza.

Não quero viver oco e sem destino,
Evitar toda aversão e desgosto.

Quando o tempo chegar...
Quando a luz se apagar...


Perfeita Decepção.

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Tempo lento atrás de cada passo. No ponto zero não havia saque. Tudo é perder antes de perceber. Quero saber como conduzi a preguiça.

A História.

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Procura-se Cabrão N.º XIII Recompen$a Vivo ou Morto
Da luz projectei uma extensa sombra. Estou a nadar pelos mais pegajosos e nojentos abismos da mente; submerso em sangue, suor e lágrimas. Daqui a sorte levou-me à Descoroação. De todo um Reino que enterrei pá a pá, vi o último adorno fraquejar. O povo revolta-se e os outros procuram um Rei para crucificar.

"A borda... não há forma honesta da explicar, só quem já a ultrapassou é que sabe onde fica." 
Enquanto procurava a minha própria realidade, o meu final feliz e pessoal, vi-me a distorcer as barreiras da mente. E a borda? Só saltei para cair: precipícios de desespero, é o que aqui existe: o pânico, o caos e a catástrofe. Foi o que vi quando ceguei.

O Castelo flutua no meio do deserto. Debruço-me sobre o piano, desde o topo do sempre mesmo Cemitério de Chaves. Em nenhum dos lados vejo sorrisos, desespero por respirar. Vivo morto, só acordo quando tento morrer. Toda a luz que vi foi um vazio falso.

Só há uma sombra que me ele…

Diamantes Unidos do Caos.

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Num recanto do meu imaginário aglomerei todos os corações que ninguém perdeu.
Coleccionei almas como coleccionaram a minha, mas o meu propósito era diferente.
Enquanto me usaram para preencher vazios por algum tempo eu juntei-os para esvaziar o mundo.
Aqui somos todos juntos a solidão e dentro dela a solidariedade.
Clube de espíritos sem sentido, vivendo a mesma história, a ligação de não ligar.

Somos os Diamantes Unidos do Caos.


Anas, Catarina, Cláudia, Duarte, Flávia, Manuel e Marta.

Juventude Ociosa.

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Querido Diário,
Vou escrever um "Era uma vez..."

"O que há em mim é sobretudo cansaço"
E uma vontade repugnante de não fazer nada.
Eu quero ser isto, e aquilo e aqueloutro,
Rebolando na cama, brinco com os meus pés.
Desconheço quem vocês chamam de niilista,
O espelho é não me devia beijar tanta vez.
Oxalá pudesse amar igualmente todo o mundo,
Aquela bolha de sonho que não se descola do sapato.
Não é assim que os jovens devem amar?
Mascar&Cuspir.


Φpocrisia.

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Acordo no hospital e quero um cigarro turquesa. As nuvens roxas da última foda cobrem todo o meu corpo. "É engano, não é suposto, deixe-me ir." Mas já não me apercebo de mim mesmo. Os outros andam às voltas na mesma obsessão, macaquinhos em camas de mentol.

Sob vigilância, tenho vivido no sonho de me agarrar a quem nunca mais me solte. E a mente papagueia frases que jurei não voltar a pronunciar. O meu outro lado, o verdadeiro, o gerado-não-inventado repete, por vezes falando, outras pensando "ele não existe, ele nunca existiu". Os outros aglomeram-se à minha volta e saltitam danças demoníacas.

Saltei da maca para a mesma monocromia. Calçado, atento a um novo reconhecimento facial. Quando o espelho reflecte a outra face, reparo que dessa boca caía um cigarro, num corpo de marcas autocomiseradas. Estava escrito na testa "tenho nojo de mim".

Queimava um diário, sentia-se SUPER!HIPER!MEGA! suicida: revelava anos perdidos, juventude de lágrimas que eram bonit…

Fear and Loathing.

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kill the head and the body dies.

I hold the several lifes and personas of fear and loathing.
An ecosystem of arrogance filled with emptiness.
These purple skies never dreaded my painting smokes.

This was my journey to the heart and lies of the Libertine Ideal,
It's called american Dream because you have to be asleep to believe in it.
And I survived through a bush of unseeable colors and shadows,
living as american as a fly shitting on an apple pie.

God bless the United Diamonds of Chaos,
the embodiment of the lies, illusion and death of a Dream.
one of God's own prototypes, some kind of high powered mutant, never even considered for mass production. too weird to live. and too rare to die.  LOVE | EVOL

Poder & Controle.

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Entrega o teu pouco, para que te ame o meu muito.

Poder e controle: este amor vai fazer-te cair.

Graça e interesse não rompem traços no meu coração.

Não pretendas amar a mesma pessoa; não chegam sorrisos cínicos.

Poder e controle: esta paixão vai fazer-te perder o jogo.

Já lancei demasiados dados para ver as copas serem tapadas.

Poder e controle: a coroa cai-te pelo ombro, pouco depois no chão.



Ventus.

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O que mais importa ninguém recorda: a verdade e a ligação interior.

Perdi-me entre tantos passos por uma escada para o céu. Utilizas subliminares como preliminares e mereces estes pontos.

Facilidade e tolerância comigo mesmo. Onde há sombra existiu luz para ser tapada e nem aí renasci. Quando voltaste a abrir os olhos encontraste um lado mais negro.

Fazes um bom outro. Vês-me como te lembras mas eu vejo-te como te sei. 

Só queria certificar-me que todas as lutas tiveram significado. Mas não é justificável o sangue derramado em teu nome.

Ficámos por descobrir a crueldade que nos encobria. As rosas foram desfeitas por unhas que só os mais desprezíveis fluídos conhecem.

O sono tomou conta dos nossos olhos.


Reunião.

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Tenho tido pensamentos estranhos recentemente,
Não sei se estou a viver realidade ou não.

Uma memória distante que é um sonho espalhado,
Um sonho espalhado que é uma memória distante.
Eu quero alinhar todas as peças - tuas e minhas.

Livra-te do esquecimento:
Corpo, alma e existência preservados,
Volta a fazer-me sentir quem sou.

Que temes? Que desejas? Que importa?
Não temas. Não desesperes. Não esqueças:

ÉS TU QUEM  TEM DE ABRIR  A NOSSA PORTA.

Sinais de Seguimento.

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Olhar para cima daqui é querer fechar os olhos.

Acima de mim só vejo ressentimento e cansaço. Remorso e olhos que se abatem sobre si. Não quero aguentar labirintos se cada vez que me aproximo da saída ela é que escapa de mim.

Há tanto tempo que não me sinto.

Se te aproximas da luz, a tua sombra cresce. O céu é negro e engole a luz. Não há nada triunfante na indecisão, no constante cinzento e aceitar esse mesmo limbo.


A culpa é minha, como sempre. 


Há sempre uma luz que nunca morre, porque sei que ficar a teu lado é a forma mais divina de morrer. A febre continua, com todos os seus podres inesgotáveis.

O que é que são estas memórias?


Doutro Lado, Outra História...

"Onde é que ele está? Preciso de saber onde é que ele está!"

Silêncio Absoluto.
Foram os anos que passei em coma por uma chave.
Por uma palavra, pelo cripticismo do silêncio.

Um conto fragmentado.
A heresia de uma verdade é pior que a vida,
Quando o que sabes pode mesmo destruí-los.

Um mundo sem ti.
O oxigénio deixou de saber ao mesmo.
Só não poluis o meu coração.

Os olhos vão fechar.
Quem diz verdade não merece mais castigos.
Já me basta não ter coração.

Algo tão natural.
O arranha-céus da memória obliterou-me.
Mantém as promessas no esquecimento.

A memória por detrás.
Tu és a nuvem que cobre toda a minha vista.
Todos os juramentos que mantive quebrados.

Algo tão simples.

Reconnect.

Uma Passagem Fragmentada.

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Sons de Despertar.
1.
O Céu.

0.
.uéC O 

Mensagem codificada numa garrafa.
Conto de fadas para adultos,
Engarrafado e endereçado ao oblívio.

O meu final feliz é meu.

Zero ponto.
Nuvem nais roxa que sonhei.

Ligação mais obscura ao mundo real.

Sol destapado por mim mesmo.

0.5
No fundo deste poço de sangue
Está o único reino que enterrei.

Quero resgatá-lo.

Nascer pelo Sono. 

Mementos Vagos.

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O Céu.

E o início da história? Onde é que vai acabar?
As peças permanecem onde caíram.

Já te sentiste só na multidão? Eu já, contigo.
Sentir o perto tornar-se longe e o aqui deixar de existir.

Há muita sombra que nasceu do remorso,
A esperança brilha vagamente no nevoeiro.

Sabes como é a maldição de viver incapaz?
A tua inocência é essa ignorância da minha praga.

Mas cada partícula de ar ser a mesma pessoa,
Cada gota de água reflectir a porra da tua cara...

Memórias desvanecidas, reconstruídas,
E sonhei... contigo, num mundo sem ti.

Tapado pelo mesmo lençol,
Sem sentir o teu abraço.

O Céu.