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A mostrar mensagens de Abril, 2012

A História.

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Procura-se Cabrão N.º XIII Recompen$a Vivo ou Morto
Da luz projectei uma extensa sombra. Estou a nadar pelos mais pegajosos e nojentos abismos da mente; submerso em sangue, suor e lágrimas. Daqui a sorte levou-me à Descoroação. De todo um Reino que enterrei pá a pá, vi o último adorno fraquejar. O povo revolta-se e os outros procuram um Rei para crucificar.

"A borda... não há forma honesta da explicar, só quem já a ultrapassou é que sabe onde fica." 
Enquanto procurava a minha própria realidade, o meu final feliz e pessoal, vi-me a distorcer as barreiras da mente. E a borda? Só saltei para cair: precipícios de desespero, é o que aqui existe: o pânico, o caos e a catástrofe. Foi o que vi quando ceguei.

O Castelo flutua no meio do deserto. Debruço-me sobre o piano, desde o topo do sempre mesmo Cemitério de Chaves. Em nenhum dos lados vejo sorrisos, desespero por respirar. Vivo morto, só acordo quando tento morrer. Toda a luz que vi foi um vazio falso.

Só há uma sombra que me ele…

Diamantes Unidos do Caos.

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Num recanto do meu imaginário aglomerei todos os corações que ninguém perdeu.
Coleccionei almas como coleccionaram a minha, mas o meu propósito era diferente.
Enquanto me usaram para preencher vazios por algum tempo eu juntei-os para esvaziar o mundo.
Aqui somos todos juntos a solidão e dentro dela a solidariedade.
Clube de espíritos sem sentido, vivendo a mesma história, a ligação de não ligar.

Somos os Diamantes Unidos do Caos.


Anas, Catarina, Cláudia, Duarte, Flávia, Manuel e Marta.

Juventude Ociosa.

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Querido Diário,
Vou escrever um "Era uma vez..."

"O que há em mim é sobretudo cansaço"
E uma vontade repugnante de não fazer nada.
Eu quero ser isto, e aquilo e aqueloutro,
Rebolando na cama, brinco com os meus pés.
Desconheço quem vocês chamam de niilista,
O espelho é não me devia beijar tanta vez.
Oxalá pudesse amar igualmente todo o mundo,
Aquela bolha de sonho que não se descola do sapato.
Não é assim que os jovens devem amar?
Mascar&Cuspir.


Φpocrisia.

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Acordo no hospital e quero um cigarro turquesa. As nuvens roxas da última foda cobrem todo o meu corpo. "É engano, não é suposto, deixe-me ir." Mas já não me apercebo de mim mesmo. Os outros andam às voltas na mesma obsessão, macaquinhos em camas de mentol.

Sob vigilância, tenho vivido no sonho de me agarrar a quem nunca mais me solte. E a mente papagueia frases que jurei não voltar a pronunciar. O meu outro lado, o verdadeiro, o gerado-não-inventado repete, por vezes falando, outras pensando "ele não existe, ele nunca existiu". Os outros aglomeram-se à minha volta e saltitam danças demoníacas.

Saltei da maca para a mesma monocromia. Calçado, atento a um novo reconhecimento facial. Quando o espelho reflecte a outra face, reparo que dessa boca caía um cigarro, num corpo de marcas autocomiseradas. Estava escrito na testa "tenho nojo de mim".

Queimava um diário, sentia-se SUPER!HIPER!MEGA! suicida: revelava anos perdidos, juventude de lágrimas que eram bonit…

Fear and Loathing.

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kill the head and the body dies.

I hold the several lifes and personas of fear and loathing.
An ecosystem of arrogance filled with emptiness.
These purple skies never dreaded my painting smokes.

This was my journey to the heart and lies of the Libertine Ideal,
It's called american Dream because you have to be asleep to believe in it.
And I survived through a bush of unseeable colors and shadows,
living as american as a fly shitting on an apple pie.

God bless the United Diamonds of Chaos,
the embodiment of the lies, illusion and death of a Dream.
one of God's own prototypes, some kind of high powered mutant, never even considered for mass production. too weird to live. and too rare to die.  LOVE | EVOL

Poder & Controle.

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Entrega o teu pouco, para que te ame o meu muito.

Poder e controle: este amor vai fazer-te cair.

Graça e interesse não rompem traços no meu coração.

Não pretendas amar a mesma pessoa; não chegam sorrisos cínicos.

Poder e controle: esta paixão vai fazer-te perder o jogo.

Já lancei demasiados dados para ver as copas serem tapadas.

Poder e controle: a coroa cai-te pelo ombro, pouco depois no chão.



Ventus.

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O que mais importa ninguém recorda: a verdade e a ligação interior.

Perdi-me entre tantos passos por uma escada para o céu. Utilizas subliminares como preliminares e mereces estes pontos.

Facilidade e tolerância comigo mesmo. Onde há sombra existiu luz para ser tapada e nem aí renasci. Quando voltaste a abrir os olhos encontraste um lado mais negro.

Fazes um bom outro. Vês-me como te lembras mas eu vejo-te como te sei. 

Só queria certificar-me que todas as lutas tiveram significado. Mas não é justificável o sangue derramado em teu nome.

Ficámos por descobrir a crueldade que nos encobria. As rosas foram desfeitas por unhas que só os mais desprezíveis fluídos conhecem.

O sono tomou conta dos nossos olhos.


Reunião.

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Tenho tido pensamentos estranhos recentemente,
Não sei se estou a viver realidade ou não.

Uma memória distante que é um sonho espalhado,
Um sonho espalhado que é uma memória distante.
Eu quero alinhar todas as peças - tuas e minhas.

Livra-te do esquecimento:
Corpo, alma e existência preservados,
Volta a fazer-me sentir quem sou.

Que temes? Que desejas? Que importa?
Não temas. Não desesperes. Não esqueças:

ÉS TU QUEM  TEM DE ABRIR  A NOSSA PORTA.

Sinais de Seguimento.

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Olhar para cima daqui é querer fechar os olhos.

Acima de mim só vejo ressentimento e cansaço. Remorso e olhos que se abatem sobre si. Não quero aguentar labirintos se cada vez que me aproximo da saída ela é que escapa de mim.

Há tanto tempo que não me sinto.

Se te aproximas da luz, a tua sombra cresce. O céu é negro e engole a luz. Não há nada triunfante na indecisão, no constante cinzento e aceitar esse mesmo limbo.


A culpa é minha, como sempre. 


Há sempre uma luz que nunca morre, porque sei que ficar a teu lado é a forma mais divina de morrer. A febre continua, com todos os seus podres inesgotáveis.

O que é que são estas memórias?


Doutro Lado, Outra História...

"Onde é que ele está? Preciso de saber onde é que ele está!"

Silêncio Absoluto.
Foram os anos que passei em coma por uma chave.
Por uma palavra, pelo cripticismo do silêncio.

Um conto fragmentado.
A heresia de uma verdade é pior que a vida,
Quando o que sabes pode mesmo destruí-los.

Um mundo sem ti.
O oxigénio deixou de saber ao mesmo.
Só não poluis o meu coração.

Os olhos vão fechar.
Quem diz verdade não merece mais castigos.
Já me basta não ter coração.

Algo tão natural.
O arranha-céus da memória obliterou-me.
Mantém as promessas no esquecimento.

A memória por detrás.
Tu és a nuvem que cobre toda a minha vista.
Todos os juramentos que mantive quebrados.

Algo tão simples.

Reconnect.

Uma Passagem Fragmentada.

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Sons de Despertar.
1.
O Céu.

0.
.uéC O 

Mensagem codificada numa garrafa.
Conto de fadas para adultos,
Engarrafado e endereçado ao oblívio.

O meu final feliz é meu.

Zero ponto.
Nuvem nais roxa que sonhei.

Ligação mais obscura ao mundo real.

Sol destapado por mim mesmo.

0.5
No fundo deste poço de sangue
Está o único reino que enterrei.

Quero resgatá-lo.

Nascer pelo Sono. 

Mementos Vagos.

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O Céu.

E o início da história? Onde é que vai acabar?
As peças permanecem onde caíram.

Já te sentiste só na multidão? Eu já, contigo.
Sentir o perto tornar-se longe e o aqui deixar de existir.

Há muita sombra que nasceu do remorso,
A esperança brilha vagamente no nevoeiro.

Sabes como é a maldição de viver incapaz?
A tua inocência é essa ignorância da minha praga.

Mas cada partícula de ar ser a mesma pessoa,
Cada gota de água reflectir a porra da tua cara...

Memórias desvanecidas, reconstruídas,
E sonhei... contigo, num mundo sem ti.

Tapado pelo mesmo lençol,
Sem sentir o teu abraço.

O Céu.


À Distância da Queda de um Sonho.

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Vivemos numa prisão rodeados de vácuo.
Quem pouco sabe, menos compreende.
Na verdade, toda a gente se possui a si.
Eu tenho sido a imagem da decepção,
Uma imensidão no teu adormecimento.
Fragmentos de sombras reclusos na memória.
Quem já obedeceu, vive a rebelião.
Podes acolher outros corações em ti,
Mas não podes apagar quem não existiu:
É sempre culpa de outra pessoa.
Nesta serena catedral de constante aflição.
Desesperamos por regressar ao receptáculo,
Num décimo-terceiro esforço.