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A mostrar mensagens de Outubro, 2010

haunted.

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"passa-se tanta coisa"

não posso, nunca pude, nunca poderei. não é de nós controlar-nos, nem a nós nem aos outros. caem as lágrimas mas o coração fica no mesmo lugar. simples reflexões do que outrora foram pessoas e para mim já não o são perseguem-me, sou assombrado dia e noite por espectros dos que não morreram, esfriam-me, cortam-me, furam-me o corpo e, acima de tudo magoam. 
sou uma pessoa de muitas desculpas, pedi-as sempre que as senti necessárias e a cada dia pareço dever-te mais, meu anjo. parece que tudo é anti-eu, parece que tudo é devido a mim, consequências negativas na tua vida e o que faço eu? adoeço feito parvo, sem motivos, sem febres, sem curas. 
e que quero eu? 
e do que preciso? 
que merda é esta?
o que me toca e no que toco eu? 
que frio é este e quem me persegue?
porque não me proteges mais? 
porque é que já não me fazes sorrir? 
como me tem custado sorrir, como me tenho esforçado para tudo e nada se concretizar. como me tenho aguentado com o imprescindível apenas …

oathkeeper.

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mantive uma promessa.
nunca te protegi tanto como agora,
ao privar-te de mim, ao privar-me de ti.
a estranheza do mundo incute-se em mim

e em ti de certo modo mais

(é o que aparenta)
agora, sendo livre da tua cruz e tendo tudo,
o que esperei, rezei e pedi concretizado
agarro-me aos ícones e peço-lhes o antes
...

aquilo que sempre o foi e nunca o é
às suposições terceiras do que é amor/obsessão, aparte está
o único anjo que revela coração, alma e sangue disso
quem me deixa dormir, quem me deixas sonhar

quem me deixa escrever sem menosprezar...
todo o meu mundo poderiam ser as suas ilusões
as que tentou encobrir com desilusões primeiras
que provou serem mais que reais ao fim dos tempos.
existem céus roxos e nada me levaram.
há aceitar o mundo em que vivemos,
inclinar a cabeça e por momentos e adormecer,
ser acordado por um anjo santeiro
e obter os objectivos de todos os meus desejos.

all I need.

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"quando amas a morte, não há fuga possível"

eis a história dos vampiros, aqueles que mordem e se alimentam de sangue. que não brilham e se esforçam para simplesmente andar, quando parar carros seria impensável.
aqueles que apenas se envolvem com alguém para sua alimentação e "saúde", que tudo o que fazem leva a um fim sinistro e contra-natura. 
eis a história do vermelho, do preto e do prateado, dos caninos afiados e do sangue que existe, alimenta e deve ser mostrado às pessoas.
as histórias que Stoker inventara, sem motivos para serem deturpadas pelos modernismos. as obras de uma pureza tal que rapidamente foi esfaqueada e destruída.
tudo no mundo que muda mas a única coisa que se mantém são os clássicos fantásticos, infinitos e inalcansáveis, de uma pureza tal que nem as monstruosidades neles descritas são feias, tornam-se lindas pelo simbolismo tradicional que emanam.
eis as histórias que o mundo actual esconde por detrás de açúcar e outros condimentos que estragam a …

blooded.

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they can say whatever I'mma do whatever
no pain is forever

your blood is of a magical angel.
I shed mine, I weep my sorrow,
I cry my desperate, unfulfilled need of you, my angel
and that you'll share my blood someday.


so many wander on to their dellusions
they wish to be in your heaven,
though they were already buried
though alive, I want to feel your heaven on earth


psychotic, neurotic, bizarre visions
stressful, fearful, these unimaginable nightmares of you
now,... now I think I understand
how this world can overcome a man


you make me feel like monsters are real
and with their company I don't feel alone
you're just a little angel on your earthly heaven
I pray this blooded romance won't take my life

yep, you noticed.

lithium.

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 dia apressado na mente. medo da felicidade.

nunca dei a mim mesmo o prazer de dizer "está tudo perfeito" - nunca nada me chega e é essa a ambição que preciso para continuar.
"posso não ser perfeito mas sempre verdadeiro"
na embriaguez e na loucura passo por todas as fases, desde a felicidade à depressão e nunca me mantenho numa só.
"preciso desse tiro na veia, a minha mistura, o Brompton Cocktail"
nada é bastante e tudo é inalcançável. viver é estranho e morrer é raro.
"aquele que faz de si mesmo uma besta livra-se da dor de ser humano" Dr. Johnson
quem é que morreu e te tornou rei do que quer que seja? quem te dá a imaginação para se quer te pensares atrever a dizer-me como ser, pensar, sentir ou agir?
"quem se importa com a tua discordância? tu não és eu"
não sou eu que estou perdido, sem lado para onde me virar mas é-te difícil a constatação disso; pois passas o tempo a desenhar mapas com o meu nome escrito em maiúsculas.
"lamento d…

silent dream.

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fazes-me querer sentir-me a única última pessoa no mundo.


luzes de néon e roletas, cigarros e poker, bebida e slot machines, tudo o que torna o jogo da sorte um lugar, apenas um lugar onde se fazem apostas, se bebe e há sexo. não há filosofia alguma.

elas dançam e eles cantam e assobiam o rock e os solos das guitarras. o cheiro do ilícito está na atmosfera e estonteia quem o simplesmente inala.

os néctares são venenos para a mente, enlouquecem, e eu... eu deixei de ouvir. deixei de ouvir o que me dizem e deixei de ouvir o que digo. os actos tornam-se abstractas manifestações do que não sinto e dou por mim abraçado a toda a gente a dizer aquilo cuja certeza não existe mas assemelha-se a um ideal recôndito, é o que parece certo... sem explicações, sem nexo, é o que parece certo.

as memórias são o motor deste amor: reminiscências e semelhanças fazem-me gostar de quem gosto por causa de quem perdi... e não por causa de quem joguei fora, semelhanças a isso causar-me-iam aversão e nojo.

nada…

stained lies.

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did you ever feel like you're the only one alone and you have all attentions and then, just out of nowhere... 

strength of the world was on my shoulders what I awaited was all uncalled for

everything should be about little angels and all the safety they make me feel my little angels with their halos and their hearts cause they always made me feel hope.

my hope, the only evasion to this world alone

you made me feel like I was the only one in the world... the lost one on earth.
words unspoken, words unwritten, words uncalled for, my world is not your world though I seem to rely drastically on that disingenious ideal

black sky.

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o céu negro escurece com nuvens de chuva
tenho frio. não me quero constipar.
não há cobertores e estou nu...
na verdade, não há nada, só eu e mais nada.
não há-de haver só nada, há sempre mais...
simplesmente há, cada vez acredito mais no sobrenatural
na capacidade que as pessoas têm de fazer sentir

é possível e real, sou evidência.
não mais. há mais. há sempre mais. 
de certeza que há porque nunca houve.
há certezas? há, e dúvidas.
as pessoas são diferentes. estão diferentes.
as diferenças estragam. as diferenças melhoram.
o céu é o mesmo céu negro de todas as noites,
colorido pelas nuvens da chuva forte que escorre pelos vidros.
só queria estar bem. e estive. melhor até.
há medo, sempre houve, 
houve medo até estar feliz.
deixou de haver durante a felicidade.

tenho medo da obsessão e da persistência,

e quem sou eu para falar de persistência?

nunca nada do que quis agarrei.

irrevogável, insistente, ignorante existência.
vais chover na minha parada,

todos os santos dias se for preciso,
na minha, na dos …

let the rain.

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isto foi não mais que um sonho, mas tu? tu és o coração de tudo, és a única coisa a amar.
"está a começar a chover, vamos para dentro", disseste, interrompendo um longo beijo.

abracei-te "hoje transcendemos a natureza. o frio e a chuva são secundários" e olhei-te nos olhos. "és um anjo, estende as asas e cobre-nos", disse e exprimiste confusão. "promete-me que serás o último beijo dos meus lábios, promete-mo se eu morrer antes de acordar"

nos teus olhos vi medo, senti-o e sorri para ti... e então comecei a chorar de felicidade. "és um anjo... és a minha religião. és tudo o que tenho a amar ou adorar" e continuavas sem fala.

abraçaste-me com mais força e senti calor. como se incendiássemos a chuva... senti-me como uma vela, pingávamos cera que era a chuva e o teu calor e luz eram as tuas asas.
tu és o bem maior, não vou desistir de ti, juntos somos tudo e para nós, tudo o resto não é nada.

born this way.

"through the looking glass, so shiny and new, how quick the glamor fades" something is weird about your soul... it makes me pray for you to set me free, to leave me be, so I won't fall anymore into your gravity.


illusions disconnected our hearts... still, I admit that obcession for you is quite the something. your abcense fills my everyday and seeing you makes me regret trust I had upon others. sincerely, you've got the love I need to see me through...


night is unavoidable... and I admit that it was on purpose... knowing you will mind but I won't. maybe the usual drumming noise... but, well... talking to you is already impossible after so many failed attempts.


lies, lies, lies, like cookies, there were lies... thrown upon us, tearing our everything and cutting all our connection, there were our lies, their lies, everyone's lies.


and whose fault is it, our disconnection?
mine only because I was born this way.
ideals of fame, fortune and all became fears and fears mad…

drumming.

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"WHY?! YOU JUST WON'T LEAVE MY MIND!" 

I tremble when you show up and the world seems faster
everything happens at the speed of the drumming sound ...
you still change my world when I see you
and even though I yield the actual truths as swords
I go ahead of you to lose myself alone and again, and again...


there's a drumming noise inside my head and it starts when you're around all I know seems to echo and makes such an almighty sound loud as sirens, loud as bells, sweet as heavens, hot as hell nothing is what it looks like and I throw myself to the floor, with spasms epilepsy only stops when I sip the cup.

I run and run to the first hiding place I find,
"hide me", I yell but it's impossible to hear what I say with all the pressure.
why do people wait so much from me now?
why didn't they when they should? when things were easier...
I throw myself into the water and while I drown the noise won't stop.

"WAS THIS THE ONLY WAY?! I COULDN'T LET …

promise this.

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prometo manter o teu coração seguro
lembrar-me do que foi e do que será
os mundos mudam rapidamente
toda a gente parece estranha de certo modo
não eras como és agora
(é o que se diz)
e espero que seja bom, isso
espero... rezo... peço...
permite que estejamos onde outrora estivemos
...
ter-te nas minhas mãos agora
parece custar-me mais que nos tempos de ódio.
não chames o meu nome.
deixa-me dormir.
deixa-me sonhar.
no meu campo de flores de papel,
sob nuvens doces que cantam
deixa-me adormecer em mim por horas
deixa que os meus céus roxos voem sobre mim
vou deixar o mundo custoso em que vivo
inclinar a cabeça por momentos
e podes tu não te lembrar dos sonhos
mas há algo em mim que te deseja oniricamente.

october.

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"Sempre que me afasto de ti, volto a cair na tua gravidade e o amor é onde eu estou."


simplesmente gostava que estivesse mais frio... os outonos parecem já invernos e as primaveras verões. todas as ordens são mudadas e com elas as pessoas.

começa uma época de tristeza, o frio enfraquece as pessoas e causa desastres. todos assumem a defensiva no outono e o que são festas passam a ser salas de pânico, cheias de uma demência devida à incerteza de tudo.

os mundos mudam e com eles os corações e os nossos... distantes e mudados mantêm a sua ligação inevitável. tu e eu. eu e tu. o impossível e o possível unem-se numa ligação bizarra entre dois corpos distantes que se desejam.

é isto o outubro? o tornar possível de passados impossíveis? o ocupar do mesmo espaço ao mesmo tempo, ignorando as leis da física? é outubro sexo?


Minha única esperança, Minha única paz,
Minha única felicidade e força,
Meu único poder, única vida

Meu único amor.