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A mostrar mensagens de Julho, 2010

critical.

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"tanto drama, tirem fotos, sempre quis ser famoso!"


como vos faz sentir que uma criança algures neste mundo tem as mãos cobertas de sangue e luta para defender os nossos direitos para que mantenhamos um estilo de vida que insulta a existência da sua família? há quem se farte de trabalhar para fazer os outros felizes, enquanto esses apontam dedos e riem-se de preguiça. Vão-se foder.

verdades escondidas. dois que não se deviam ter conhecido. história que se repete.

fiction. / death.

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mentira. morte. ódio.
quando se perde o significado de uma vida e se aprende a viver um novo dia. quando duvidamos da escolha que fazemos e não conseguimos esconder a vergonha e o medo de um futuro negro... e nos afogamo nas nossas próprias mágoas e incertezas, no desterro de viver a sós as dores que criamos a nós mesmos.

"aos meus olhos morre tudo o que preciso..."

mas há coisas para as quais não procuro explicações... consegui dar a volta por cima a situações, a várias situações, evitando-as... mas vem sempre um peso... o peso de saber que podia ter sido diferente se tivesse evitado partes da minha vida... mas o orgulho e o medo são péssimas características dos seres humanos.

"as feridas saram depressa... mas a dor queima-me forte e lentamente"

mas hoje os calmantes fariam mais sentido que os tristes cigarros. tudo aquilo em que não penso passa depressa... mas há coisas que o meu cérebro simplesmente não consegue abandonar.

medo. vestígios. reminiscências.

god hates us.

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sorrow swallowed scream.


as forças do mundo caem-me sobre os ombros, gelam-me o sangue, fazem-me implorar por um fim. "ninguém sabe dela."  "vi toda a minha família desvanescer".
entrei pela nostálgica sala destruída, vendo reminiscências formularem-se à minha frente quais espectros, os sons que outrora ouvira, os sentimentos que dantes sentira. olhava em volta e as ruínas recompunham-se aos poucos. cinzas flutuam e corpos carbonizados deitam-se a meus pés. o horror era engolido pelo medo. olho para eles e dou por mim a ouvir seus prantos... os meus não se comparam aos seus, pior que apavorantes, o desespero que causavam secava-me o suor do medo e o pânico era o mínimo que sentia.
agora sinto-me eu enterrado vivo nas memórias alheias aos outros espectros. sinto as discussões tão presentes como nos seus derradeiros momentos.
cai-me o suor pela cara e o medo é abafado pelo grito que senti preso na garganta, tudo me horroriza, todo o mundo caía à medida que dava passos, a…

buried alive.

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"grim as ever. real as ever."


encontrei os papéis que sempre quisera esquecer. os planos de futuros perdidos. recordei o funeral improvisado, o esforço que fiz para enterrar quem ainda amava, e continuar perseguido pelo teu fantasma. e quando dei por mim olhava o espectro de frente e apercebia-me do mutuo disconforto que partilhavamos enfrentando-nos.

"diz-me apenas se és real"

dava tudo para eliminar o nostálgico ectoplasma que deixas e me queima a vista de todo o presente tornando apenas o passado seguro. mas é isso que quero? esquecer sonhos actuais, agarrar-me às falsas esperanças e voltar a escavar sepulturas?

esta é agora a tua vida, desprovida de qualquer luz.
esta é agora a tua vida, morre, enterrado vivo.

king of anything.

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"posso fingir que os aviões no céu da noite são estrelas cadentes?"



sorvia o café e olhava para o outro lado da mesa, reparando nas janelas, por entre as quais passava uma figura que reparou em mim e por sua vez parou por esse mesmo motivo. tanta coisa que diria se me ouvisses mas elevei a chávena e sorvi mais um bocado.

opiniões todos temos. faz parte do que nos torna nós mesmos, expressando-as ou não em momentos correctos ou impróprios. e desde já agradeço as tuas perdas de tempo em inúteis perseguições e jogos de gato e rato porque desta vez, razões tenho eu para avançar.

o soar da inocência roto por insultos despropositados. mas espera que um dia salte para o mesmo carro que tu e juntos vamos até ao teu ilusório pôr-do-sol.

tanto tempo que perdi a tentar tornar todos felizes, enquanto me escondia e me magoava ignorando as outras possibilidades. esperando por alguém que me dissesse que era a minha vez de decidir fosse o que fosse.

dá-me a coroa, torna-me rei de tudo.

so happy I could die.

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I felt a twister on my heart, I heard violins and the piano while talking to just one person.

I kept on digging and burying the others while I was overtook by my newest drug.

Feeling happier than ever, holding a cigarette and just wanting to throw it to the floor and hug someone.

Then came the nostalgic electric guitars, I recalled moments as I buried them, working and holding on to a new life.

Freeing myself from a whole year of ignorance and despondency of someone who deserved nothing at all.

Getting to know the one who does deserve it.

Needed no alcohol, needed no drugs, I was feeling high just for you.

He won't walk away but he won't look back, looking good, still a mess, just a mess, now he's stressed.

loucura.

quem me estilhaçou a mente?
quem despedaçou os vidros da sobriedade?
a questão não é o porquê
nem vou constatar
quero simplesmente agradecer-lhe.