Fieira

arrancas rosas às faces do pântano
cavalgas almas desoladas pelo véu senil
onde a lua nova virou a cara ao pranto
no casino lodoso onde puxaste o gatilho
atirei as cartas, levei os joelhos ao chão
si il y a

rosas brancas no esquife calcário
nas negras dunas, a tua desesperança
duro enlevo do desvelar dos escombros
correm a cidade e os canos onde te escondes
monstros, vilões, ratos e aberrações (de Londres?)
si il y a

os epitáfios pedem lições de amor:
se a escolha é entre copas e ouros,
sentir não é mais que uma deficiência.
é vago o nosso lamaçal no singular acaso
estilhaços das ruínas de um sonho, o nosso ocaso
si il y a

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Interlúnio

Clepsydra

Responsabilidade