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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Este Pesadelo sabe o nome que tem

linha de apoio à navegação do Pesadelo, em que posso ser uma assombraç ão? ... não, não, hoje não vai dar jeito nenhum, ele está para ali estendido no chão...  [deitado no chão, a brincar com uma pistola quente,  que não disparou] eu vi a luz num paraíso perdido, na mania gótica de me torturar até à grandeza. cego pelo reluzir das minhas correntes, neste meu campo de flores de papel, vejo as nuvens roxas passar por mim... enquanto danço à sombra da indulgência, eu nunca vi a vida como algo que se me escapava. Este Pesadelo sabe o nome que tem. nisto, os ratos aguentam a roda, escravos do ciclo que não os solta. não conseguimos acordar a suar, porque ainda não acabou. vamos aumentar as apostas, vamos fumá-los daqui para fora. tomar a medicação, tirar umas férias, (vamos ficar bem!) não que eu pudesse... nem que eu quisesse... sentir o calor aproximar-se, e simplesmente deixar arder. e eu sei que ouves as vozes e eu sei que fazem isto tudo parecer real. os ares da vida e os...

teoria da quimera

o obsceno, o irreal, o efémero e o inefável  encontram-se num parto: eu nasci num cenário turvo e tenho por hábito que o meu tumulto não passe de um banho de rosas. foi preciso um palácio do oblívio, onde o cima era baixo, e o estimado era esquecido. foi precisa uma escada para o céu, um jardim de delíquios violentos,  um inferno de maremotos. foram precisas cerca de 666 versões diferentes de mim mesmo, oh, como se diluem todas no tempo... e eu pareço exactamente o mesmo. foi preciso um asilo de marfim para eclodir esta teoria da quimera. e por aqui ando eu. a fazer os trabalhos de deus.