Este Pesadelo sabe o nome que tem
... não, não, hoje não vai dar jeito nenhum,
ele está para ali estendido no chão...
a brincar com uma pistola quente,
eu vi a luz num paraíso perdido,
na mania gótica de me torturar até à grandeza.
cego pelo reluzir das minhas correntes,
neste meu campo de flores de papel,
vejo as nuvens roxas passar por mim...
enquanto danço à sombra da indulgência,
eu nunca vi a vida como algo que se me escapava.
nisto, os ratos aguentam a roda,
escravos do ciclo que não os solta.
vamos aumentar as apostas,
eles vão queimar todas as bruxas,
mesmo que não sejas uma,
e é por pura diversão!
eles têm tochas e forquilhas, recibos e razões,
vamos fumá-los daqui para fora.
vamos tomar a medicação, tirar umas férias,
(vamos ficar bem!)
os ares da vida e os ventos por vir
mil exércitos não os detêm agora,
não há para onde ir, nem o que fazer,
para mudar o rumo.
o fim bate-nos à porta:
[um coro de anjos açoreanos,
para fazer isto rimar]
não há nada aqui para tomar por garantido
a cada respiração que desperdiçam
as mãos do tempo despem-vos da juventude
e quando desaparecem, são as memórias que ficam.
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