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A mostrar mensagens de julho, 2026

debaixo da máscara

o amor é como um comboio, podes sempre esperar pelo próximo. queira compreender e acompanhar-me,  próxima paragem: Desespero.  este vagão não pára em apeadeiros. se na superfície, sou uma criança diabólica; lá no fundo, eu só quero a santidade. não julgues pela capa: este abismo é mais profundo do que parece. hipoteco a abnegação à espera de um credo, a cair, a sufocar, sem ar! e mais uma vez, bem-vindos a um novo começo! reinicia o espectáculo! não vejo diferença entre piadas e testemunhos, entre ser real ou majestoso, tudo se confunde no mesmo esboço, se uma simples lambidela te deixa a desejar, eu deixo a marca, para mais tarde lembrar, antes de bater, meritoriamente, no teu fundo. abana a anca, realizo-te os sonhos, parto corações, desalinho contornos, mudo de roupa, assumo a tua voz, sou o papel que escreves em nós! mestre de sonhos, leitor de mentes, motor de mestres, tudo o que sentes num papel principal. gato de rua, estrada crua, numa grua, ergue-se nua! o renasciment...

dos néons inflamáveis

a verdade pode ser feia, eu sei, repleta de nomes perdidos, dos que já foram... mas gelam-me as veias pelos defuntos e pelos seus sonhos, que em mim ainda moram. e quando choro em queda corrupta, quando estilhaço em álcool que derrama, cascata densa, tempestade abrupta, arde o néon que nos inflama! e podes levantar as mãos! vamos tentar! apanha-me as lágrimas antes que o mar as junte às ondas, mas consegues detê-las? para juntos sermos um paraíso de néon a ver estrelas? quando o sangue me enche de tesão e sinto que sou inflamável, seja cortisol ou em combustão, estou no ermo do irreparável! há dias em que não sintonizo, caio por dentro, perco o piso... se quiseres ficar até me fartar, talvez me consigas fazer degelar. há dias em que me sinto tão novo... a revirar o cânone, provocar o povo! a remexer nas regras do porvir, e escolher eu mesmo o que hei-de seguir.