o meu potencial hediondo

Duas macas, uma cortina e a luz de um trovão,
remove-se à campa a estátua do epitáfio,
que refere a vida como romance não publicado,
os retalhos de um corpo incauterizado.

Pulsões de corações anoréticos,
emergem em direcção aos pulmões,
mais O, menos H, e uns orgasmos mas
nem todos são o teu funeral viking.

A flecha voa da falésia, roça as rochas a cair,
os alpinistas a subir gritam uma última vez,
preferimos os nossos amigos verdes
e com um sepulcro poder procriar.

Desesperam os sedentos que imploram fel,
descobrem uma pobre inepta obsessão,
de ressalvar das fotografias os fotões da pele,
como tampas de urnas que esperam a revolução.

Regras? Quem falou em regras? Prática?
Ética, estética, combustão frenética,
fulgurações da telequinética em Ática,
Tichè, trémula, acumula filhas, pare esquizofrénica.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Interlúnio

Responsabilidade

rant #newshadeofdark