Sidewinder [cover]

lights, camera, acción,

...
pronto, faço isto sozinho.

deslizo pelos detritos do meu mundo
e a tua alma dá-me fome — 
és a presa que dá vida ao predador.

não o sentes? o veneno crescer,
logo pela manhã, 
a ver estrelas da noite?

não a sentes? uma dentada
desde o âmago do veneno
até ao fundo do coração?

deita-te bem cedo, esta noite
desaparece-me da vista
não vais fugir a tempo

ó, a misericórdia
é tudo o que precisas
ó, e para ti
os meus dentes não servem para sorrir

é certo,
que vou despir esta pele mais tarde,
mas as presas são difíceis de esconder
e já te explicaram que vamos todos morrer.

a escorregar pela areia da noite
só te tenho a ti na mira
podes fugir, mas não te podes esconder.

ó, misericórdia,
tudo o que precisas,
ó, e para ti
os meus dentes nunca serviram para sorrir

para ti sou o portador do destino,
o sítio errado e a hora errada,
e agora o terror no ar que respiras
é puro instinto, um ódio gelado.

eu não me arrependo,
eu não posso escapar
a decisões tomadas por mim,
sem controlo
num fogo que arde
e que nunca morre,
envolvo-te,
e enterro as presas bem fundo.

ó, a misericórdia,
já ninguém quer saber

ficamos bem sozinhos
sob controlo venenoso
o apetite cresce,
perde a última batalha
os amores não contam histórias

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Eterna Ária da alma desse Pesadelo

de feridas e escritas

Clube dos poetas loucos