Le Paradox

O tempo consome-se a si mesmo num auto-canibalismo horrorizante. A vida e a morte são erodidas pelo desenrolar das marés da memória - de praias cujas ondas não tocam a areia. Neste mar só existe tensão e intenção, entristecidas, entretecidas e entrelaçadas, queimadas pelo sol e geladas à luz da lua. Tensão e intenção de relação e solidão - a conclusão e o thelos de um objectivo, erradicar a solidão. A costa sente saudade, mas nunca demasiado tempo, porque o mar volta sempre a beijá-la.

Caos e ordem são noções temporais. A decisão inviabiliza uma em prol da outra. O mundo e a era dão à luz infinitas possibilidades que disso não passam. Vivemos numa só linha, e vemos no horizonte-intocável todas as outras opções. O nosso conflito é desejarmos os sonhos, onde as vemos concretizadas, enquanto elas desejam realidade por só se reconhecerem nos sonhos.

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