Melo

L'art, mes enfants, c'est d'etre absolument soi-même
Verlaine

e o terror, e o horror,
e a glória, e a dor,
e o drama, a merda do melodrama

se só se é arte quando se é autenticamente
e se o sonho é elevador para os submersos
se se respira diferente a cada hora do dia
e a repetição é utopia destinada ao falhanço

a melodia que me guia e engole como enguia
que me choca e desloca no maremoto
da tempestade que prendeu a barcarola
engulo-a a tragos nos absintos consequentes
- no fundo, no fim, no resto - inconsequentes

desliga-se a vida da tomada
empurra-se à tomada a onda
as nossas regras e sonhos
o chão é eléctrico e a dança ecléctica
o episcopal tornou-se banal
e os sonhos do céu viraram infernais

e o horror, e o terror
a dor e a glória,
o melodrama e a merda do drama.



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